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Ex-funcionário diz que Apple espionava suas mensagens privadas

Vinicius Szafran, editado por Matheus Luque 12/12/2019 15h19
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Empresa está processando o antigo funcionário por quebra de contrato

Gerard Williams III, ex-funcionário da Apple, afirmou que a empresa espionou suas mensagens privadas.


A gigante de Cupertino está processando Williams por quebra de contrato e por ter levado diversos outros contratados para sua própria startup. Enquanto isso, o homem alega que as principais evidências que a empresa tem contra ele foram obtidas por meio de um monitoramento de suas mensagens privadas.

O processo, aberto em um tribunal da Califórnia, alega que Gerard Williams III violou um contrato de propriedade intelectual que o proibia de fazer qualquer coisa para competir com a Apple.

Williams, o principal arquiteto dos chips móveis da empresa, fundou a Nuvia em fevereiro, que fabrica chips para data centers.

Os outros dois líderes da Nuvia, Manu Gulati e John Bruno, também são oriundos da Apple. Além de convencer os funcionários a deixarem a empresa enquanto ainda estavam sob contrato, a companhia afirma também que Williams baseou os chips de sua startup no trabalho que ele havia feito para a Apple.

"Esse caso envolve o pior cenário possível para uma empresa inovadora como a Apple: um diretor sênior de confiança, com anos de experiência e anos de acesso às informações mais valiosas da Apple, inicia secretamente uma empresa concorrente, aproveitando a mesma tecnologia em que o diretor estava trabalhando e as mesmas equipes com as quais trabalhava, enquanto ainda trabalhava na Apple", escreveu a empresa.

Reprodução

A reviravolta legal de Williams nesse caso é que a Apple coletou ilegalmente mensagens de texto enviadas entre ele e os co-fundadores da Nuvia enquanto desenvolvia seu caso. "Para intimidar ainda mais qualquer funcionário atual da Apple que possa ousar deixar a companhia, a Apple mostra que está monitorando e examinando registros telefônicos e mensagens de texto de seus funcionários, em uma invasão impressionante e inquietante da privacidade", escreveu sua equipe jurídica no processo.

Uma parte da reclamação da Apple é que Williams usou seu conhecimento interno das intenções da empresa, que aparentemente tinha a ideia de projetar servidores. Ele criou a Nuvia justamente para ser algo que a Apple precisaria - algo que o próprio arquiteto diz em uma das mensagens de texto obtidas.

A parte do processo que pode causar a derrota da Apple não é necessariamente as mensagens de texto. Segundo as alegações da empresa, Williams violou o dever de lealdade trabalhando em sua startup antes de deixar a Apple. No entanto, a Califórnia proíbe cláusulas de não concorrência nos contratos. Sendo assim, um juiz pode achar que a empresa está tentando aplicar justamente essa cláusula, que não é permitida na região.

Via: The Next Web

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