Executivo da Apple rebate fala do CEO da Google sobre privacidade

Craig Federighi descarta críticas de Sundar Pichai sobre transformar privacidade em um "bem de luxo"

Bruna Lima, editado por Rui Maciel 28/05/2019 09h41
Craig Federighi
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O chefe de software da Apple, Craig Federighi, diz que "não aceita" as críticas de que a Apple está transformando a privacidade em um bem de luxo. Esta acusação foi dirigida à empresa pelo CEO do Google, Sundar Pichai.


Em um artigo publicado no início deste mês, o CEO disse que "a privacidade não pode ser um bem de luxo oferecido apenas a pessoas que podem comprar produtos e serviços premium". Pichai não citou a Apple diretamente, mas todos sabem a qual empresa ele estava se referindo e, claro, os seus produtos, como o iPhone e o iPad, mais caros que a maioria dos smartphones e tablets à venda no mercado. Em entrevista ao The Independent na segunda-feira (27), Federighi disse que “não aceita" as críticas.

O chefe da Apple enfatiza o compromisso da empresa com a privacidade durante toda a entrevista, observando que ela pretende coletar o mínimo de dados possível. Quando realiza algo do tipo usa tecnologias como Privacidade Diferencial para garantir que as informações não possam ser associadas a nenhum único usuário.

A Apple quer vender produtos para "o maior número de pessoas possível", disse Federighi. O argumento se refere a diferença de modelos de negócios entre as duas empresas: a Apple geralmente vende hardware diretamente aos clientes, por isso não é necessário coletar muitos dados sobre eles; enquanto o Google oferece serviços gratuitos para os usuários, aproveitando os anúncios exibidos neles, que são segmentados com base nos dados pessoais.

Na entrevista, Federighi também abordou duas outras críticas à posição de privacidade da Apple: quea companhia não deveria armazenar os dados dos usuários chineses do iCloud na própria China, onde o governo poderia espioná-los; e que a escolha de não coletar muitos dados dos usuários fez com que ficasse para trás quando se trata de desenvolver recursos de Inteligência Artificial, como o Siri.

A batalha da privacidade entre essas duas empresas não deve desacelerar, relatou o The Verge. Como o modelo de negócios da Apple não envolve a venda de anúncios, a privacidade é uma área-chave que é usada para destacar seus produtos, o que incentiva a empresa a continuar criticando o Google. Esse último, por sua vez, vem se mostrando mais atento à coleta massiva de dados - cujo tema veio à tona graças aos constantes escândalos do Facebook - e vem fazendo diversas mudanças para limitar algumas dessas preocupações junto ao público.

Via: The Verge

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