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Laboratório que armazena amostras de varíola e ebola explode na Rússia

Rafael Rigues, editado por Renato Santino 18/09/2019 10h39
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Não há evidências de que material biológico tenha sido liberado no ar. Doença foi erradicada mundialmente em 1980, mas ainda era estudada como arma biológica

Uma explosão foi registrada nesta segunda-feira (17) no Centro Estatal de Virologia e Biotecnologia Russo (conhecido como Vector), organização que durante a Guerra Fria conduzia pesquisas em guerra química e biológica, incluindo meios de “potencializar” doenças comuns para que pudessem ser usadas como armas eficazes.


Segundo a agência de notícias TASS o administrador da cidade de Koltsovo, onde fica o laboratório, afirmou que a explosão aconteceu em um equipamento a gás durante reparos de rotina. Vidros foram estilhaçados e um incêndio ocupou uma área de 30 metros quadrados. 13 caminhões de bombeiros e 38 bombeiros foram despachados para o local. O funcionário que realizava a manutenção está internado em estado crítico.

A notícia é preocupante pois o Vector é um dos dois únicos lugares no planeta onde ainda são mantidas amostras vivas do vírus da Varíola (o outro é o CDC, nos EUA). A doença, que pode deixar sequelas por toda a vida, foi erradicada em 1980, mas tanto o governo Russo quanto o Norte-Americano mantiveram amostras do vírus e conduziram pesquisas para seu uso como arma biológica.

Até o momento, não há qualquer evidência de que agentes biológicos tenham sido liberados com o acidente.

Fonte: Gizmodo

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