Facebook derruba rede coordenada de desinformação às vésperas de eleições nos EUA

Rede social relatou a identificação e remoção de perfis e páginas no México, Venezuela, Irã e Mianmar, que apresentaram 'comportamento inautêntico coordenado', segundo a empresa

Rafael Arbulu, editado por Fabiana Rolfini 29/10/2020 11h57
Facebook: fake news
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Em seu blog corporativo, o Facebook anunciou a remoção de dezenas de perfis, páginas e contas do Instagram por “comportamento inautêntico coordenado”, uma atribuição da rede social para pessoas ou grupos que utilizam suas plataformas para espalhar desinformação contra alvos específicos.


As contas banidas se dividem em várias nações e alvos: México e Venezuela, por exemplo, apresentaram duas páginas e 22 perfis do Instagram cujo conteúdo era primariamente direcionado a atacar o governo dos Estados Unidos.

Segundo o Facebook, “esta rede começou a criar contas em abril de 2020. Os indivíduos por trás desta atividade tomaram providências para esconder sua coordenação (...). Algumas das pessoas gerenciando estas contas e páginas afirmaram trabalhar para uma empresa polonesa chamada ‘Social CMS’, que não aparenta existir”.

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Exemplo de postagem relacionada a rede de desinformação desmantelada pelo Facebook. Imagem: Facebook/Divulgação

Continuando: “Eles usavam contas falsas para criar personas fictícias e publicarem conteúdo. Algumas destas contas fingiam ser americanos apoiando diversas causas políticas e tentaram contactar outras pessoas para ampliar o conteúdo da operação. Tais contas seguiam, curtiam e ocasionalmente comentavam em outras postagens a fim de aumentar o engajamento em seus próprios conteúdos”.

O Facebook informou que as contas usavam conteúdos oriundos da Agência Russa de Buscas pela Internet, tratando de temas como feminismo, meio ambiente e racismo. Entretanto, a rede social não atribuiu a rede de desinformação a agentes russos, ressaltando que isso se tratava de uma tentativa de “mascarar” os passos dos reais culpados.

Mas talvez o caso mais grave venha de uma rede iraniana, uma vez que há, aqui, a suspeita de participação do governo. A empresa relata a remoção de 12 perfis e seis páginas no Facebook, além de 11 perfis no Instagram, cuja atividade inautêntica envolveu a postagem de conteúdos focados nas atividades da Arábia Saudita, no Oriente Médio, e falsas afirmações sobre um suposto “massacre” no festival musical Eurovision, realizado em Israel, em 2019.

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Rede iraniana de perfis falsos pode ter sido usada por indivíduos ligados ao governo do Irã, segundo aponta investigação. Imagem: Facebook/Divulgação

“Começamos nossa investigação com base em informações do FBI sobre as atividades desta rede fora de nossa plataforma”, disse o Facebook. “Como resultado, nós removemos na última semana um único perfil fake, criado em outubro de 2020, que tentou distribuir afirmações sem substância e ameaças sobre as eleições, primariamente via e-mail”. A rede continuou o relato, dizendo que investigações subsequentes investigaram páginas e contas “dormentes” (ou seja, inativas há tempos) desde maio de 2019 - algumas até descobertas e derrubadas pelo algoritmo de inteligência artificial do Facebook.

“Ainda que as pessoas por trás desta atividade tenham tentado esconder suas atividades e coordenação, nossa investigação encontrou links relacionados a redes que desmantelamos em abril de 2020, bem como conexões com indivíduos associados ao governo iraniano”, disse o Facebook.

Vale citar que os Estados Unidos estão próximos da realização das eleições presidenciais que, devido à pandemia do novo coronavírus, serão realizadas com votos à distância, contabilizados por cédulas enviadas via correio ou depositadas em caixas postais específicas do governo. O atual presidente, Donald Trump, tenta a reeleição pelo Partido Republicano contra Joe Biden, candidato do Partido Democrata.

Desinformação e eleições no Brasil

A página brasileira de relatórios de atividades de segurança do Facebook não traz nenhuma notícia específica nova - pelo menos, nada relacionado a ataques ou ações de redes específicas. O destaque do blog nacional mostra um post compartilhando as medidas tecnológicas tomadas pela empresa para preservar a idoneidade das informações das eleições municipais, que vão eleger, por todo o Brasil, os próximos prefeitos e vereadores em 15 de novembro de 2020.

“Para acelerar o tempo de resposta da empresa a conteúdos que possam representar ameaça à integridade das eleições municipais, o Facebook terá um Centro de Operações para Eleições no Brasil”, informou a empresa. “Nele, especialistas de diversos times da empresa no país e no exterior estarão reunidos, de maneira remota, para acompanhar em tempo real potenciais violações de políticas do Facebook, Instagram e WhatsApp nos dias próximos às eleições e durante os dias de votação”.

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No Brasil, Facebook disponibiliza materiais de apoio a candidatos e parceria com as autoridades para combater desinformação durante as eleições municipais de 2020. Imagem: Facebook/Divulgação

Mais além, a rede social fala de uma parceria feita com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a distribuição de informações oficiais a eleitores e candidatos: “Em parceria com o TSE, o WhatsApp criou um chatbot para que as pessoas tirem dúvidas sobre a votação. Além disso, estamos criando um canal exclusivo para que o TSE envie denúncias de contas do WhatsApp que possam estar fazendo disparo em massa de mensagens, o que viola as regras do aplicativo.

O Facebook, por sua vez, desenvolveu materiais educacionais e ministrou um curso de capacitação para mais de 1 mil servidores em todo o Brasil sobre nossas plataformas e como podemos colaborar com a Justiça Eleitoral”.

Fonte: Facebook


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