Facebook investiga novamente se propaganda russa tentou influenciar o Brexit

No ano passado, o Facebook confirmou que agentes russos pagaram para espalhar propaganda na rede social contra a ex-candidata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, durante o pleito de 2016. Agora, a empresa quer saber se russos tentaram interferir também no Brexit.

Brexit é o nome pelo qual ficou famoso um plebiscito realizado na Grã-Bretanha para definir se a população queria ou não que o país deixasse a União Europeia. Em dezembro passado, o Facebook concluiu uma investigação dizendo que encontrou "poucas evidências" de que russos tentaram interferir na opinião pública sobre o Brexit.

Agora, como reporta o The Verge, o diretor de políticas para o Reino Unido do Facebook, Simon Milner, encaminhou uma carta ao Comitê de Assuntos Digitais do parlamento britânico dizendo que vai conduzir uma "análise detalhada de dados de histórico" para saber se russos tentaram ou não influenciar o Brexit.

A influência em questão seria a mesma que foi exercida na disputa presidencial dos EUA. Há denúncias de que agentes ligados ao governo russo teriam pago para impulsionar posts no Facebook que defendessem uma ou outra posição em relação ao Brexit, de modo a influenciar a decisão de cidadãos britânicos.

O líder do comitê de assuntos digitais do parlamento britânico, Damian Collins, contestou a conclusão do Facebook de que não havia evidências de propaganda russa coordenada durante o Brexit na rede social. Por isso o Facebook se comprometeu a investigar o assunto novamente.

Na ocasião da primeira investigação, o Facebook se concentrou em analisar posts patrocinados por uma empresa russa chamada IRA, a mesma que impulsionou propaganda contra Hillary Clinton durante as eleições dos EUA. A rede social disse aos parlamentares que agora vai investigar "outros grupos similares engajados em atividades coordenadas" em relação ao Brexit.

Não se sabe ainda o alcance que essas "influências" da Rússia realmente tiveram sobre as duas votações, se foram decisivas ou não. No caso da eleição norte-americana, o Facebook chegou a liberar uma ferramenta aos usuários norte-americanos para que eles pudessem checar se, por acaso, interagiram com algum post patrocinado por russos durante o pleito de 2016.

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