Facebook remove maior grupo de extrema direita da rede social

Após exclusão de grupo com mais de 200 mil membros, rede social diz que segue vigiando outros grupos da mesma temática - teorias da conspiração e discursos de ódio

Flavio Pinto, editado por Cesar Schaeffer 10/08/2020 13h10
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O Facebook anunciou a remoção um dos maiores grupos dedicados à Qanon; teorias da conspiração da extrema direita dos Estados Unidos, após inúmeras violações das políticas da rede social. Uma porta-voz da empresa, que não quis se identificar, afirmou que o Facebook também segue vigiando outros grupos da mesma temática.


O grupo "Official Q/Qanon", com mais de 200 mil membros, foi excluído depois que várias publicações de seus participantes foram reportadas por conter discursos de ódio, intimidação, assédio e fake news que poderiam causas danos a outros usuários.

Mark-Zuckerberg.jpgMembros da Qanon acreditam em teorias da conspiração da extrema direita, ligadas a supostas mensagens anônimas de um insider da Casa Branca. Créditos: Reprodução

No momento, a rede social de Mark Zuckerberg segue vigiando demais grupos da mesma temática e procura fortalecer a fiscalização para impedir a disseminação de outros conteúdos similares. A medida vem na esteira de uma exclusão em massa de perfis ligados à Qanon que divulgaram fake news sobre o coronavírus. A exclusão desses membros aconteceu em maio deste ano. 

O Twitter também segue em combate ao grupo. No mês de junho, o microblog excluiu mais de 7 mil contas ligadas à Qanon e impediu outras 150 mil de aparecerem nas recomendações de outros usuários.

No entanto, em relação ao Twitter, o Facebook possui mais disseminação de conteúdos da Qanon, que aparecem em páginas, grupos e mais contas. No Brasil, a rede social adotou postura similar a seguidores de Jair Bolsonaro. Em julho, o Facebook deletou páginas e perfis falsos ligadas à imagem do presidente que se apropriavam da propagação de fake news e atacavam opositores.

Os membros do Qanon adotam uma postura de crença em postagens anônimas da internet de um suposto insider com informações privilegiadas sobre a administração de Trump. Um dos principais motivações do grupo é promover que o presidente dos Estados Unidos luta secretamente contra uma conspiração de predadores sexuais de menores, que incluem políticos do partido democrata dos Estados Unidos.

Via: Reuters

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