Governo chinês deve abandonar o Windows até 2022

Ao todo até 30 milhões de máquinas serão afetadas. Decisão provavelmente iniciará uma migração em massa para o Linux

Rafael Rigues, editado por Matheus Luque 09/12/2019 13h12
China
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O Diretório Central do Partido Comunista Chinês ordenou que todos os serviços governamentais devem abandonar software e sistemas operacionais “não chineses”, incluindo o Windows, até 2022.


Segundo o site MSPowerUser, a decisão é uma resposta às ações do governo dos EUA contra empresas chinesas como a Huawei, impedindo empresas norte-americanas de fazer negócios com ela ou pressionando governos europeus para que não usem seus equipamentos na implantação de redes 5G.

De acordo com a diretiva, 30% das máquinas deverão ser substituídas já em 2020, 50% em 2021 e os 20% restantes em 2022. Segundo a empresa China Securities, de 20 a 30 milhões de computadores serão substituídos por tecnologia “segura e controlável”, como especificado pela Lei de Ciber-Segurança chinesa de 2017.

A decisão provavelmente irá iniciar uma migração para o Linux, usando distribuições Chinesas como o Ubuntu Kylin ou Deepin. O código-fonte do núcleo (kernel) do sistema operacional Linux, bem como o de seus principais aplicativos, está livremente disponível e pode ser modificado de acordo com as necessidades do usuário, atendendo às exigências do governo chinês.

Empresas chinesas não são afetadas pela decisão, mas com certeza irão reajustar seu portfólio de produtos se quiserem manter lucrativos contratos governamentais. Em meados de setembro a Huawei começou a vender em sua loja uma versão de seu notebook Mate X com a distribuição Linux Deepin pré-instalada.

Fonte: MSPowerUser

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