Robô enfermeiro

Hospital nos EUA ganha robô para ajudar enfermeiros; conheça o Moxi

Bruna Lima, editado por Cesar Schaeffer 08/07/2019 11h25
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Robô foi projetado para otimizar tarefas simples e reduzir a carga de trabalho dos enfermeiros

Para driblar uma crise causada pela escassez de enfermeiros, alguns hospitais no Texas recorreram recentemente a uma solução incomum: usar um robô chamado Moxi. Ele foi projetado e construído pela empresa Diligent Robotics para executar aproximadamente 30% das tarefas dos profissionais que não envolvem interação direta com pacientes, como deixar amostras para análise em um laboratório, e não foi criado com o intuito de substituir totalmente os enfermeiros.


O Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA informa que o número de postos de trabalho para enfermeiros vai crescer 15% de 2016 a 2026, o que é muito mais rápido do que outros empregos, e que atualmente o número dos profissionais não atende à demanda.

“Estamos ajudando-os a aumentar sua equipe”, diz Andrea Thomaz, que elaborou o projeto e anteriormente foi professora de robótica na UT Austin e na Georgia Tech, onde dirigiu o Socially Intelligent Machines Lab. “É difícil argumentar que estamos assumindo o emprego de alguém. Todo mundo está tentando fazer as enfermeiras irem mais longe”.

O Moxi é equipado com um braço robótico e um conjunto de rodas na base, e pode ser pré-programado para executar tarefas no hospital. Funciona assim: ele está ligado ao sistema eletrônico de registro de saúde da instituição e enfermeiros podem configurar regras e tarefas para que o robô receba um comando quando certas coisas mudam no registro de um paciente.

Reprodução

Isso significa que os enfermeiros nem precisam se lembrar de certas tarefas que costumavam fazer parte de seu trabalho diário, o que é uma maneira significativa de reduzir sua carga cognitiva. "Eles não precisam pensar em dizer ao robô para fazer as coisas", diz Vivian Chu, que também trabalhou no projeto do robô.

A natureza pré-programada das tarefas de Moxi não significa que o robô nunca interaja com as pessoas. A especialização de Thomaz e Chu foi focada na interação social humano-robô, e Moxi foi cuidadosamente projetado para não ser ameaçador e transparente em suas ações. Sua cabeça apenas se move em direções semelhantes à dos humanos e os olhos sempre apontam na direção em que está se movendo, uma sugestão para que as pessoas ao redor saibam para onde o robô está indo.

Agora, com quatro programas beta de um mês completos em hospitais locais, a equipe está planejando um lançamento oficial no final deste ano em três ou quatro hospitais. Em última análise, a equipe quer aumentar a escala para construir robôs amigos do homem para outras indústrias também, embora estejam focados em assistência médica por enquanto.

Via: FastCompany

Saúde Inteligência Artificial Robôs Humanoides
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