Pradarias marinhas

IBM usa inteligência artificial para preservar praias na Austrália

Maria Dourado, editado por Rafael Rigues 01/08/2019 17h09
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Sistema diminuiu tempo de análise das pradarias marinhas, chave da salvação das praias, de oito horas para 20 minutos

IBM e agência digital KWP estão ajudando a preservar as praias australianas implementando inteligência artificial para mapear a erosão local — trabalho que era feito por cientistas até então. 


'As praias de toda a Austrália estão sumindo, simplesmente porque as ondas vêm puxando a areia', conta Adam Makarucha, cientista de dados da IBM Systems, em Sydney.

A melhor maneira de evitar a erosão das praias é procurar defesas naturais, como as ervas marinhas. De acordo com o cientista, essas plantas aquáticas formam grandes pradarias que ajudam a estabilizar o fundo do mar e reduzir os consequentes danos ao litoral causados por ondas. Entretanto, o aumento de dejetos jogados no oceano provocou a degradação e a perda de muitas dessas pradarias — que levam cerca de 50 anos para se restabelecer.

Para garantir sua sobrevivência, é necessário monitorar continuamente as ervas marinhas por meio de imagens subaquáticas e avaliações manuais feitas por cientistas marinhos — e isso leva muito tempo.

Em barcos, os cientistas vão até os locais, saltam utilizando equipamentos de mergulho e registram imagens em baixo d’água. Uma vez em mãos, as imagens são revisadas manualmente, para que a condição das pradarias seja avaliada. 'Eles fazem isso repetidamente. Você pode imaginar que, com horas de filmagens, isso pode levar um bom tempo', comenta Adam Makarucha.

Trabalhando com um grupo de cientistas que conduz esse trabalho perto de Adelaide, no sul da Austrália, a IBM e a KWP estão ajudando na implementação de Inteligência Artificial para segmentação das imagens. Dessa forma, não serão mais necessárias horas rotulando imagens de vídeo.  

Makarucha disse que os cientistas construíram, incialmente, um aplicativo usando o Microsoft Access e o Excel para armazenar os dados. Enquanto faziam um vídeo, eles clicavam no tipo de erva marinha que estava sendo mostrado e registravam sua densidade.

'É preciso muito esforço para fazer essa rotulagem — cinco horas para um vídeo de 10 horas'. Existem mais de 500 horas de imagens não processadas. Nesse sentido, a IBM interveio para ajudar na criação de um novo app nativo na nuvem que suporte essa carga de arquivos.

Agora, IA está sendo utilizada para automatizar o processo de rotulagem e identificação do tipo de ervas marinhas, sua densidade e cobertura. Com 91% de precisão, a tecnologia diminuiu o tempo necessário de oito horas para 20 minutos — e a previsão é que sua eficiência aumente à medida que a IA vai 'aprendendo'.  

Depois de passar por esse processo, Makarucha disse que os cientistas estão analisando como podem usar os dados extraídos para prever a saúde das pradarias marinhas.

'Quando se fala em salvar o meio ambiente, rapidez é crucial', explica Adam. 'Não teremos tempo suficiente se perdermos as ervas marinhas — são 50 anos de espera para recuperá-las. Precisamos agir agora'. 

Via: ZDNet

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