Siga o Olhar Digital no Google Discover
Cinco jovens foram sentenciadas a dois anos de prisão no Egito sob acusações de divulgar em redes sociais conteúdos que violam os valores familiares do país. Elas ainda foram condenadas a pagar uma multa equivalente a R$ 110 mil, informa a BBC News.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 222,11
Entre as jovens está Mawada, uma influenciadora com mais de 3 milhões de seguidores no TikTok e 1,6 milhão no Instagram. A universitária de 22 anos foi presa em maio após publicar nessas plataformas clipes em que faz playbacks de músicas vestindo roupas estilosas.
De acordo com a entidade de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, investigadores apresentaram 17 fotos de Mawada para sustentar provas de indecência da jovem. A defesa da influenciadora diz que as imagens foram vazadas de um telefone celular roubado no ano passado.
A Anistia Internacional argumenta que a prisão das cinco mulheres representa uma tentativa de autoridades egípcias controlarem o ciberespaço e restringir a liberdade de expressão. Já a organização não governamental egípcia Egyptian Commission for Rights and Freedoms, destaca que o episódio reforça a discriminação de gênero no país.
“Mulheres só são autorizadas a se expressar em redes sociais de acordo com o que o Estado dita. Essas garotas são acusadas de quebrar valores familiares egípcios, mas ninguém jamais definiu que valores são esses.”, afirmou Mohamed Lotfy, diretor-executivo da ONG, em entrevista à BBC News.
O advogado de Mawada, Ahmed Bahkiry, afirmou ao jornal britânico que as acusações são vagas e que a prisão não é a solução adequada “mesmo que alguns vídeos confrontem normas sociais e tradições” egípcias.
As condenações das jovens, no entanto, provocaram diferentes reações no Egito, relata a BBC. Uma parcela da população aponta que os vídeos de Mawada são indecentes, enquanto outra parte acredita que os vídeos não justificam as punições.
Nos últimos meses, a Promotoria do país reforça que as plataformas digitais ameaçam os jovens egípcios e estão fora do escopo da supervisão do estado. O órgão diz que pais devem agir para evitar que jovens sejam levados a “adotarem um estilo de vida imprudente e desregrado em busca de fama e sucesso”.
Fonte: BBC News