Siga o Olhar Digital no Google Discover
Muitos países do continente africano passam atualmente por guerras civis ou conflitos armados onde atuam, também, muitas mineradoras. Durante anos, empresas como Apple e HP têm comprado minerais extraídos dessas regiões para usar em seus produtos – e, assim, financiam indiretamente essas disputas armadas. A Intel é uma das fabricantes que não vai mais participar desse ciclo.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 200,29
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 155,44
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Em seu painel na CES 2016 (maior feira de tecnologia do mundo, realizada esta semana nos Estados Unidos), a empresa anunciou que, até o fim de 2016, todos os seus produtos serão fabricados sem o uso de minérios que têm origem em zonas de conflito. A decisão foi feita com base em uma recomendação da ONG Human Rights Watch (HRW).
O objetivo da Intel com a mudança é também responder a uma cobrança de seus consumidores. Em uma pesquisa realizada no final do ano passado, a empresa constatou que o público mais jovem (entre 15 e 25 anos de idade) dá muita importância à relação entre os produtos que consomem e regiões em conflito na África.
Um país considerado grande exportador de lata, tântalo, tungstênio e ouro é a República Democrática do Congo. Segundo a HRW, o dinheiro feito com a exportação desses minérios para empresas de tecnologia invariavelmente acaba abastecendo milícias e outras organizações paramilitares que lutam pelo controle de certas regiões do país – e até fora dele.
Embora tenha comemorado a decisão da Intel, Juliane Kippenberg, diretora da HRW, disse que ainda há muito o que grandes empresas podem fazer para avançar o desenvolvimento humano em países como o Congo. “Se a Intel consegue [evitar o uso de material oriundo de regiões em conflito], então outras empresas podem fazer o mesmo. E também acreditamos que a devida diligência deve ser dada a casos de trabalho infantil”, disse.
Via Intel