Marinha Americana

Marinha dos EUA terá armas laser capazes de derrubar aviões

Luiza Tozzato, editado por Renato Santino 08/07/2019 21h20
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Até 2021 os navios americanos terão um sistema que recolhe dados de vigilância enquanto se prepara para destruir os alvos

Até 2021, os destroieres da Marinha dos EUA estarão armados com lasers. Além de todo o armamento convencional, os navios usarão raios laser capazes de detectar e incinerar os aviões inimigos em baixa altitude e os pequenos barcos – enquanto disparam à velocidade da luz.


A Lockheed Martin e a Marinha estão trabalhando em testes de ataque contra alvos simulados para preparar esses lasers de alta energia para a guerra. A arma, chamada de HELIOS, foi projetada para vigiar, rastrear e destruir alvos a partir de um sistema de navio integrado que consiste em radar avançado, tecnologia de controle de incêndio e sensores de alvo.

Quanto mais distante estiver o ataque detectado, mais tempo os comandantes terão para tomar decisões de combate, considerando o tempo de disparo e de uma possível resposta. Portanto, ter um sistema que sintetiza essa função altera o nível da guerra marítima.

Ligar o HELIOS com o radar Aegis, usado para a defesa antimísseis pelas forças armadas dos EUA, permite que um sistema combinado recolha dados de vigilância do radar enquanto se prepara para destruir os alvos.

Desafios da nova tecnologia

Os desenvolvedores agora estão trabalhando nos desafios técnicos, como o fato dos lasers precisarem operar em uma plataforma móvel, o que torna difícil encontrar uma maneira de acomodar grande quantidade de energia.

O Gerente de Programa da Marinha, o Capitão Kevin Smith, abordou tal questão recentemente, explicando que um “surto de energia” é necessário para operar o laser no navio. A dissipação de calor é outro problema que os engenheiros estão enfrentando para armar navios com lasers. Estruturas mecânicas podem ajudar a afastar o calor de uma antena e de outros equipamentos essenciais, como receptores digitais.

Ainda que as armas lasers não sejam fortes o suficiente para, por exemplo, derrubar um ICBM (míssil balístico intercontinental) em pleno voo, elas já podem ajudar na identificação. A intenção com HELIOS é avançar a tecnologia laser e trazer níveis mais altos de intensidade de energia, maior capacidade de detecção e maior alcance, já que armas lasers a bordo de navios não são raras.

Fonte: Fox News

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