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Microsoft não quer que funcionários usem tecnologia de rivais no trabalho

Luiz Nogueira, editado por Rui Maciel 24/06/2019 21h10
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Curiosamente, a lista ainda inclui o Github, plataforma de desenvolvimento colaborativo de propriedade da...Microsoft (?!).

A concorrência não é uma novidade no setor de tecnologia, onde as empresas ganham a vida copiando e aprimorado os produtos de outras pessoas. Na Microsoft, a situação é semelhante, exceto por uma diferença: na companhia, existe uma lista de “tecnologias proibidas outras não aconselháveis”.


De acordo com o site Geekwire, a Microsoft adicionou recentemente a essa lista o Slack, uma ferramenta de bate-papo e organização de tarefas corporativas e concorrente do Microsoft Teams. No entanto, embora a empresa confirme que os serviços da lista são de concorrentes, ela enfatiza que proibiu algums delas devido a riscos de segurança e gerenciamento de propriedade intelectual.

A lista está dividida em duas seções: tecnologias proibidas e tecnologias desaconselháveis (leia-se proibidas). A parte de proibições inclui ferramentas como o Grammarly, a extensão que verifica a gramática em inglês: o motivo dado pela empresa em relação ao impedimento é que o software pode acessar informações protegidas de e-mails e documentos.

O Slack também é considerado uma tecnologia proibida porque, de acordo com a Microsoft, muitas de suas versões “não fornecem as ferramentas necessárias para proteger a propriedade intelectual da Microsoft”. A empresa enfatiza que o Slack atende aos requisitos de segurança, mas aconselha os funcionários a “usarem o Teams em vez do software concorrente”.

A Amazon Web Services, concorrente do Microsoft Azure, e o Google Docs, concorrente do Office 365, estão na lista de tecnologias não aconselháveis. Nesses casos, a Microsoft não fornece motivos específicos para explicar essa classificação. Os funcionários que continuarem usando o Web Services e o Docs terão de fornecer um motivo comercial para justificar seu uso (tá vendo? Proibidas).

Curiosamente, a lista ainda inclui o Github, plataforma de desenvolvimento colaborativo de propriedade da...Microsoft (?!). A empresa aconselha seus funcionários a não usarem a versão da nuvem do Github para trabalhar com informações, especificações ou código confidenciais.

Embora seja interessante pensar que existem essas listas afixadas nos murais de diversas empresas de tecnologia, é importante perceber que, se a companhia forneceu razões para que seus funcionários não usem determinadas ferramentas, é porque há algum motivo relacionado à segurança para explicar suas decisões.

Via: Gizmodo

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