Nanotubos de carbono permitem criar transistores ainda menores

Pesquisadores da IBM publicaram na sexta-feira passada um estudo no qual detalham uma técnica que permitirá o desenvolvimento de transistores de apenas 5 nanômetros ou ainda menores. Atualmente, os menores transistores costumam ter cerca de 14 nanômetros.

O método estudado pelos pesquisadores envolve o uso de fileiras paralelas de nanotubos de carbono. Os nanotubos são cilindros de carbono com apenas um átomo de espessura, representados na figura acima. Fios ultrafinos de metal são ligados a esses tubos, o que ajuda a diminuir a resistência elétrica dos componentes.

O problema da resistência elétrica é que ela eleva a temperatura e reduz a eficiência dos circuitos. A utilização dos nanotubos, porém, permite que circuitos de metal extremamente finos se mantenham eletricamente isolados sem elevar demais sua resistência.

Nova técnica

A IBM já havia estudado a utilização de nanotubos com essa finalidade. No entanto, havia ainda a dificuldade de se alinhar essas estruturas de uma maneira ordenada: os nanotubos, por conta de suas dimensões microscópicas, tendem a se enrolar sobre si mesmos. Dessa vez, porém, os cientistas conseguiram desenvolver uma forma de alinhá-los com grande precisão.

Embora a tecnologia ainda deva demorar para chegar a novos processadores, ela deve permitir a construção de transistores com menos de 5 nanômetros de tamanho. Com isso, a Lei de Moore, que já tem mais de 50 anos e está começando a ser desafiada, pode ganhar mais alguns anos de vida útil. O Olhar Digital já fez um vídeo sobre a Lei de Moore; veja abaixo:

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