Netflix enfrenta acusação criminal sobre o filme 'Lindinhas'

Condado no estado do Texas indiciou a plataforma por sexualização infantil; filme foi criticado por suposta exibição 'obscena' do corpo da protagonista

Davi Medeiros, editado por Daniel Junqueira 07/10/2020 17h35
Netflix, tecla mute
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Um condado do Texas indiciou a Netflix pela suposta divulgação de imagens sexualizadas de crianças no filme "Lindinhas", lançado em setembro no streaming. A acusação foi compartilhada pelo deputado republicano Matt Schaefer no Twitter na última terça-feira (6).


De acordo com o entendimento do júri, o longa-metragem promovido pela empresa retrata, conscientemente, a "exibição obscena dos genitais ou da área íntima de uma criança, vestida ou parcialmente vestida, que tem menos de 18 anos de idade, apelando para o interesse sexual sem qualquer valor literário, artístico, político ou científico". A ação descrita configura crime no estado.

A acusação menciona os dois diretores-executivos da plataforma, Reed Hastings e Ted Sarandos, e intima a Netflix a depor em um julgamento ainda sem data definida.

A polêmica em torno de "Lindinhas"

Premiado no Festival de Cinema de Sundance, "Lindinhas" conta a história de Amy, uma menina muçulmana de 11 anos que se muda para a França com sua família. Lá, ela conhece um grupo de dança infantil chamado Mignonnes (título original do filme), e passa a desafiar as normas impostas por sua família. 

O longa virou alvo de críticas mesmo antes do lançamento, quando um pôster promocional repercutiu negativamente nas redes sociais. Na ocasião, muitas pessoas acusaram a imagem de sexualizar as protagonistas, e a polêmica chegou aos assuntos mais comentados do Twitter nos Estados Unidos.  

Reprodução

Filme "Lindinhas", da Netflix, é o centro de uma controvérsia sobre sexualização infantil. Imagem: Divulgação/Netflix

A Netflix, então, se desculpou pelo ocorrido e disse que as fotos "inadequadas" não representavam o filme. Quanto à obra em si, a plataforma afirmou que trata-se justamente de um comentário social contra a sexualização infantil, e que a acusação não tem mérito.

A diretora e roteirista responsável pelo longa, Maïmouna Doucouré, também defende seu trabalho. Em recente entrevista ao site Deadline, ela afirmou que a produção está sendo criticada "apenas por quem não assistiu", e disse que chegou a receber ameaças de morte. 

Via: Engadget

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