Notícias falsas ultrapassam as verdadeiras no Facebook

Surgiram mais evidências de que Mark Zuckerberg se equivocou ao afirmar que o Facebook não influenciou o resultado da eleição presidencial nos Estados Unidos.

O BuzzFeed realizou um levantamento que comprova que as notícias falsas tiveram desempenho superior ao das verdadeiras durante a etapa final da campanha. E os links mentirosos com mais força demonstravam claro apoio ao republicano Donald Trump, que acabou eleito.

Ao longo dos três meses que antecederam o pleito, as 20 histórias políticas falsas que mais viralizaram geraram 8.711.00 compartilhamentos, reações e comentários no Facebook, segundo o levantamento. No mesmo período, os 20 links jornalísticos com melhor desempenho registraram 7.367.00 tipos de engajamento.

O estudo do BuzzFeed revela que até aquele momento o conteúdo verdadeiro estava à frente, mas as coisas se inverteram na etapa final da campanha — justamente o momento crucial para o processo.

Reprodução

As cinco principais histórias falsas naqueles três meses diziam que o papa Francisco estava apoiando Trump, que a democrata Hillary Clinton tinha vendido armas para o Estado Islâmico e estava ligada à morte de um agente do FBI. A força que esses tipos de links ganharam na reta final sugere que a rede social pode, sim, ter ajudado a converter votos a favor de Trump.

Um porta-voz do Facebook disse ao BuzzFeed que as histórias campeãs de engajamento não refletem o cenário geral do site. “Há uma longa calda de histórias no Facebook”, comentou. “Pode parecer que as principais histórias recebem muita atenção, mas elas representam uma pequena fração do total.”

É a mesma linha seguida pelo CEO Mark Zuckerberg, que tem feito declarações negando qualquer influência da plataforma no resultado. Essa posição, entretanto, é contrariada até mesmo dentro do Facebook, onde um grupo de funcionários vem estudando formas de desafiar o que diz o patrão.

Apesar das negativas, o Facebook admitiu que tem um problema com a disseminação de notícias falsas e anunciou que proibiria esses links de usar suas plataformas de publicidade — seguindo iniciativas do Google, que tinha acabado de avisar que faria o mesmo, já que esse tipo de conteúdo também ganha bastante força no seu mecanismo de busca.

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