Novo tipo de transistor pode revolucionar a computação molecular

Pesquisadores americanos afirmam ter construído transistor de uma única molécula; tecnologia pode ser usada no futuro para construir CPUs e chips de memória

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 13/10/2020 13h37
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Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirmam ter construído um transistor de uma única molécula. Este é um grande passo para desenvolver computadores cada vez menores. O professor Mark Reed demonstrou o "eletreto de molécula única" na última segunda-feira (12).


O equipamento foi capaz de mudar de um estado estável para outro. Para isso, a equipe inseriu um átomo de gadolínio dentro de uma estrutura de carbono e, em seguida, aplicou um campo elétrico, ativando e desativando o interruptor. Segundo o pesquisador, o "módulo está agindo como se tivesse dois estados de polarização estáveis". Com isso, é possível usá-lo para "fazer uma memória dele".

Com esse avanço, há uma pequena possibilidade de, no futuro, ser possível construir CPUs e chips de memória em escala molecular. Apesar disso, a engenharia está muito longe de construir um computador molecular. Mas, este é um começo encorajador. A prova de que tal máquina é possível abre portas para mais pesquisas na área.

ReproduçãoRedução de transistor pode contribuir para a diminuição dos computadores. Foto: Iaroslav Neliubov/Shutterstock

A construção de um transistor de apenas uma molécula é fundamental para a tecnologia. Isso porque as CPUs são essencialmente desenvolvidas com bilhões de pequenos transistores. Para que as máquinas fiquem mais rápidas, o item precisa ser cada vez menor. Com a diminuição, as leis da física tem menos influência, fazendo saltar espantosamente o nível de desempenho.

Algoritmo potente

Esta, porém, não é a única inovação que pode melhorar o desempenho dos computadores. No início do ano, a Toshiba anunciou o desenvolvimento de um novo algoritmo de computação que, segundo a empresa, pode rodar em um PC desktop com desempenho superior ao de algoritmos similares rodando em supercomputadores, ou até mesmo em um computador quântico baseado em lasers.

O “Algoritmo de Bifurcação Simulada” foi criado por Hayato Goto, pesquisador sênior da Toshiba, depois de perceber como as qualidades de certos sistemas complexos podem mudar repentinamente após a adição de novas entradas, criando um fenômeno chamado bifurcação. Um algoritmo de otimização combinatória tenta extrair uma solução aproximada de um alto número de combinações possíveis.

Via: Engadget

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