Pesquisa aponta: sete em cada dez brasileiros se informam pelas redes sociais

Apesar de as considerarem pouco confiáveis, muitos ainda optam por elas para buscar notícias

Roseli Andrion, editado por Rui Maciel 01/02/2019 20h20
Privacidade nas redes sociais
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Sete em cada dez brasileiros usam as redes sociais para se informar. É o que indica o Papo Digital, o estudo mais recente da Hello, uma agência de pesquisa de mercado e inteligência. Além de se informarem pelas redes sociais, os entrevistados as adotam para se comunicar com parentes e amigos: 84% dos participantes informaram que optam por essas plataformas quando querem fazer contato.


O levantamento mostra, ainda, que 95% dos entrevistados usam aplicativos no celular. Esse número representa um aumento significativo em relação a 2016, quando 67% eram clientes dos apps. Uma das ferramentas mais importantes nesse cenário é o WhatsApp: o Papo Digital revelou que 95% dos participantes da pesquisa usam essa rede social. O Facebook vem em segundo lugar, com 89%.

O estudo apontou, ainda, que o feed de notícias do Facebook e mensagens em grupos de WhatsApp são os espaços mais comuns para a disseminação de fake news e boatos, bem como de golpes e vírus. Um dos motivos para isso é sua alta velocidade de distribuição, mas outros fatores contribuem: o uso de títulos sensacionalistas e conteúdo falso, o apelo ao emocional e às crenças pessoais e a polarização de opiniões e ideologias.

Meio de contato preferido ainda é o e-mail

Apesar de usarem as redes sociais constantemente, o meio de contato preferido por 65% dos ouvidos para o estudo é o e-mail. Aqueles que preferem ser procurados pelo WhatsApp somam 47%. Na hora de publicar nesses espaços, 46% escolhem temas relacionados a lazer e viagens, enquanto 44% se concentram em humor e piadas — isso explica a avalanche diária de memes que aparecem nessas plataformas.

Redes sociais são usadas pelos jovens para obter informação

Não é à toa que apenas 53% dos jovens entre 16 a 24 anos se consideram bem informados: e mais, para maioria deles (77%), as redes sociais são a principal fonte de informação. Apesar disso, a TV aberta continua sendo a origem mais confiável de notícias, considerada como tal por 19% dos participantes do estudo. As redes sociais só têm a credibilidade de 4% dos entrevistados e os posts de amigos, de 0,2%.

Relação entre consumidores e marcas está mais próxima

Com tanto tempo dedicado a essas plataformas, a influência que elas exercem sobre a relação entre empresas e consumidores aumenta continuamente. 49% dos entrevistados seguem, nas redes, as marcas que admiram ou pelas quais se interessam (isso representa um aumento de 81% em relação a 2016). Desses, 51% curtem os posts das companhias, 36% avaliam os produtos e 31% compartilham as publicações. Esses consumidores esperam que as marcas ofereçam rapidez (86%) e uma boa experiência de compra on-line (85%).

Para o estudo, foram realizadas 1.410 entrevistas on-line na primeira quinzena de maio de 2018.

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