RoboBee X-Wing

Pesquisadores criam abelha robótica movida a energia solar; confira

Bruna Lima, editado por Daniel Junqueira 27/06/2019 11h23
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Criada por cientistas de Harvard, robô é mais leve do que um clipe de papel

RoboBee X-Wing: este é o nome da versão mais recente da abelha robótica de Harvard, que pode voar sem a necessidade de um cabo de energia. Pesquisadores do Laboratório de Microrobótica da universidade já estão trabalhando nesse projeto há algum tempo e, agora, eles conseguiram tornar o protótipo menor e mais leve, implementando novos recursos. Dentre eles, está a capacidade de voar dentro e fora da água ao longo dos anos, além de células solares e um par extra de asas.


Esta versão é apenas um quarto do peso de um clipe de papel e que pode bater seu par de asas 120 vezes por segundo. Ao contrário de outros insetos robóticos anteriores, esse modelo recebe energia do sol ou de lâmpadas mais potentes, que os pesquisadores usaram durante os testes.

As células solares geram 5 volts de eletricidade, e um pequeno transformador embutido fornece os 200 volts de eletricidade que o RoboBee precisa para levantar voo. Essa voltagem faz com que os atuadores piezelétricos da abelha se curvem e contraiam, como os "músculos" do inseto, levando ao movimento das asas do robô.

Mesmo que esse não precise de um cabo, a abelha robótica ainda não pode ser usada em missões reais. Ela não funciona quando está indiretamente sob a luz e só pode voar por um ou dois segundos. Testando-a no laboratório, os pesquisadores posicionaram lâmpadas acima do robô para iluminar suas células solares. Mesmo assim, a RoboBee X-Wing poderia sustentar o voo por apenas meio segundo. Portanto, colocar o robô na natureza exigirá o aprimoramento da tecnologia das células solares e o emagrecimento das baterias, especialmente se o autômato quiser passar algum tempo na sombra. A equipe está trabalhando agora em uma versão 25% maior e pode aproveitar a energia de uma fonte de luz.

Robôs como o RoboBee X-Wing são mais ágeis e manobráveis do que aqueles que usam hélices. Eles também são mais silenciosos e não prejudicam ou danificam as pessoas e objetos com os quais entram em contato. Se os pesquisadores de Harvard puderem encontrar uma maneira de fazer o RoboBee funcionar em ambientes externos e no escuro, ele pode ser perfeito para operações de busca, salvamento e exploração ambiental.

Via: Engadget

Robôs Harvard
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