Amostra de sangue

Pesquisadores estão mais próximos de prever quando você vai morrer

Bruna Lima, editado por Cesar Schaeffer 22/08/2019 09h08
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O teste alcançou 83% de precisão em uma análise envolvendo dados de 7.600 pessoas

Agora a morte pode ser prevista pelo sangue. Medidas de 14 metabólitos sanguíneos foram usadas para analisar qual a probabilidade de morte de um paciente nos próximos 5 a 10 anos. Os dados foram publicados nesta semana na Nature Communications.


Uma equipe de pesquisadores liderada por cientistas holandeses apresentou o estudo, realizado com base nos dados de 44.168 pessoas com idades entre 18 e 109 anos. As informações incluíam registros de óbito e medições de 226 substâncias diferentes no sangue.

Eles usaram os níveis das 14 substâncias para tentar calcular a probabilidade de morte de 7.603 pessoas finlandesas que foram entrevistadas em 1997. A precisão, para um período entre 5 a 10 anos após a coleta do sangue, foi de 83%. No entanto ela caiu para cerca de 72% no caso de pacientes com mais de 60 anos.

"A combinação desses biomarcadores claramente melhorou a previsão do risco de mortalidade em 5 a 10 anos em comparação com os fatores de risco convencionais em todas as idades", concluem os autores. "Estes resultados sugerem que o perfil dos biomarcadores metabólicos poderia ser usado para orientar o atendimento ao paciente, se validado em contextos clínicos relevantes".

Saber se alguém tem risco de morte em um futuro próximo pode ajudar a determinar se um paciente deve ou não fazer uma cirurgia invasiva. Por outro lado, a descoberta também pode ajudar a motivar os pacientes a trabalharem para melhorar sua saúde através de mudanças no estilo de vida, e assim mudar seu destino. As previsões de mortalidade poderiam talvez um dia ajudar a determinar se a medicina moderna encontrou uma maneira de “enganar a morte” com novos tratamentos ou intervenções.

No momento, os pesquisadores estão muito longe disso. Os marcadores devem ser validados em ambientes clínicos - não apenas com conjuntos de dados. Além disso, todos os dados vieram de pessoas de ascendência europeia, o que significa que podem não ser aplicáveis a outros grupos.

Via: Arstechnica

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