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Reino Unido autoriza Huawei a operar 5G em território britânico

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa 28/01/2020 17h01
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Participação terá restrições à empresa chinesa; decisão contraria EUA

Reino Unido decidiu, nesta terça-feira (28), que vai permitir a participação da Huawei no desenvolvimento da tecnologia 5G. Os britânicos, no entanto, impuseram limitações à atuação da companhia chinesa


A Huawei foi proibida de operar em redes de telecomunicação com dados classificados como “sensíveis”, próximo de estações da inteligência britânica, por exemplo. O governo também determinou que a empresa não poderá deter mais de 35% dos equipamentos instalados

O anúncio do premiê Boris Johnson é uma derrota para os Estados Unidos e Donald Trump. Conhecidos como fortes aliados, os estadunidenses pressionavam por uma restrição total do Reino Unido à tecnologia da fabricante chinesa. Os americanos acusam a Huawei de ser instrumento de espionagem do governo chinês. 

Segundo o jornal The New York Times, oficiais britânicos acreditam que existe risco de espionagem, mas que as limitações devem contornar o problema. Já representantes do governo americano disseram ao jornal que estão desapontados com a decisão do Reino Unido.

Anteriormente, o secretário de governo americano Mike Pompeo chegou a falar que, caso os britânicos aceitassem a operação da Huawei, o compartilhamento de informações entre os dois países poderia ser comprometido. 

No Twitter, o senador do Partido Democrata Chris Murphy lamentou a decisão e disse que o “Estados Unidos nunca esteve tão fraco. Nunca tivemos tão pouco influência. Ainda mais com nossos aliados britânicos”.

America has never been weaker. We have never had less influence. Not even our closest ally Britain, with a Trump soulmate in Downing Street, listens to us anymore. https://t.co/yvM1ZORtgS via @NYTimes

— Chris Murphy (@ChrisMurphyCT) January 28, 2020

Já o senador republicano Tom Cotton disse em uma publicação na rede social que os ganhos no curto-prazo não anulam os custos futuros e diante da decisão do Reino Unido, a inteligência nacional dos Estados Unidos deveria fazer uma revisão no compartilhamento de informações estratégicas com o governo britânico. 

The short-term savings aren’t worth the long-term costs. In light of this decision, the U.S. Director of National Intelligence should conduct a thorough review of U.S.-UK intelligence-sharing.

— Tom Cotton (@SenTomCotton) January 28, 2020

Em nota, o vice-presidente da Huawei disse que a empresa está aliviada com a decisão do Reino Unido e que o anúncio vai levar a uma tecnologia mais avançada, segura e eficiente no futuro. 

No Brasil, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, afirmou recentemente que o país não aceitará pressões dos Estados Unidos para restringir a participação da Huawei no leilão de 5G. 

 

Fonte: Reuters


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