Doom Eternal

Review: Doom Eternal

Luiz Nogueira 23/03/2020 11h03
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Prepare-se para ver muito sangue, tripas e corpos desmembrados, tudo o que um fã de Doom gosta

O lançamento do game Doom em 2016 representou não só a estreia da famosa franquia na nova geração de consoles, como também mostrou que ela ainda tinha fôlego para se manter. Com mecânicas adaptadas, mas mantendo a essência da série, o título foi bastante elogiado pela crítica e adorado pelo público.


Agora, chegou a vez de Doom Eternal, continuação direta do jogo de 2016, elevar o que já deu certo ao máximo. Assim como o título anterior, o jogo traz de volta os combates frenéticos em que o jogador tem de pensar rápido para sair vivo. Após um adiamento, o novo Doom chega ainda mais visceral e viciante que a aventura anterior – e bastante divertido, já adiantamos.

História

A história do jogo não é das mais complexas, mas, mesmo assim, oferece tudo o que um fã de Doom gosta. Logo de início, como sempre, é mostrado que controlamos o Doom Slayer, uma espécie de matador de demônios. Além disso, somos informados de que portais estão abertos. 

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A história se desenrola a partir do ponto em que a Terra foi invadida por demônios vindos diretamente do inferno. Essa invasão foi responsável por dizimar 60% da população mundial. Obviamente, o objetivo do protagonista é o de derrotar a ameaça para salvar o que resta da humanidade.

No entanto, essa narrativa, que parecia linear e aparentemente simplista, é diversificada pela presença dos cultistas: três entidades responsáveis por controlar os seres das profundezas. Resta ao nosso herói dar cabo dos três seres para impedir o planeta de ser tomado completamente pelas forças do mal.

Jogabilidade

O lema do jogo é: mantenha-se em movimento. Não importa se há poucos inimigos pelo cenário, um segundo parado significa, pelo menos, 50 pontos de vida se esvaindo com poucos ataques dos monstros, que têm como único alvo o personagem principal.

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Para ajudar o Doom Slayer a sobreviver às investidas que têm como objetivo ceifar sua vida, há um arsenal bastante diversificado. O jogador possui à sua disposição diversas armas para fins específicos. Inicialmente, uma escopeta calibre 12 está disponível. O armamento seguinte adquirido é uma motosserra e assim por diante. Em certo momento, o usuário coloca as mãos em um lança foguetes. A partir deste momento, desmembrar inimigos se torna um passeio no parque.

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O que muitos podem considerar frustrante, aponto como trunfo do game é a questão da dificuldade. Em relação ao jogo anterior, ela foi ajustada, fazendo com que os jogadores, mesmo nos níveis mais baixos, enfrentem desafios que exijam certa habilidade e pensamento rápido.

Um dos grandes destaques de Doom Eternal é a presença de um sistema de danos adaptativo. Agora é possível ver, em tempo real, o corpo dos inimigos se deteriorando conforme é atingido por tiros. Cada arma causa um efeito diferente, e rende algumas cenas em que não falta sangue e tripas sendo espalhadas pelos cenários.

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O game encoraja o jogador a realizar assassinatos brutais em troca de recursos. Quando um dos demônios está enfraquecido, ele começa a piscar mostrando que está apto a ser executado de forma brutal com a motoserra do protagonista - ou qualquer outro equipamento que estiver ao alcance. Isso rende baldes de sangue que fariam os filmes de Quentin Tarantino sentirem inveja do game.

Ao matar um inimigo normalmente, ele libera apenas células que recarregam a vida do protagonista. No entanto, se o jogador optar por um assassinato brutal (usando o analógico direito do controle), o usuário é recompensado com munição e outros espólios úteis para a campanha.

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Em meio ao tiroteio desenfreado, ainda há espaço para momentos de descanso em que o jogador deve procurar locais para escalar e resolver alguns enigmas, como empurrar pedras, acionar alavancas e encontrar maneiras de quebrar paredes para chegar a lugares específicos.

Isso faz com que o usuário tenha acesso a áreas secretas que guardam upgrades, objetos especiais e até simpáticas miniaturas virtuais dos principais inimigos. Para aumentar o fator replay das fases, o jogador deve cumprir alguns desafios para destravar pontos de experiência e, consequentemente, melhoram o personagem. 

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As batalhas contra os chefes são um show à parte. Cada um deles apresenta um design grandioso e amedrontador. Exigindo que o jogador pense em estratégias para derrotá-los enquanto tenta não ficar parado para não se tornar um alvo fácil.

Bugs ocasionais

Apesar de não ser nada constante, os bugs estão presentes no game. Felizmente, isso ocorreu apenas duas vezes durante a campanha. Neste segmento, destaco apenas o primeiro deles. O segundo, será explicado no subtítulo "Gráficos" desta análise.

Em certo momento, durante uma batalha de chefe, o inimigo simplesmente sumiu da tela. Sua barra de vida continuava presente, porém, ele havia evaporado, não estava em nenhuma parte do cenário.

Após cerca de dez minutos apenas matando os inimigos – que não param de aparecer – decidi por recarregar meu ponto de salvamento. E não é que isso resolveu o problema? Tive que reiniciar a luta do zero – e era um inimigo bastante poderoso, ou seja, refazer a batalha seria bem estressante. Felizmente, isso não é recorrente, mas deve atrapalhar em alguns segmentos específicos da história.

Gráficos e mapa

É perceptível que o game bebe da fonte dos RPGs. Isso porque há uma vasta gama de personalizações de habilidades e/ ou armas que podem ser feitas. Além disso, o jogo oferece cenários semi-abertos, em que o jogador pode explorar à vontade, seja para encontrar alguns dos diversos segredos escondidos ou progredir na história.

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O mapa do jogo é bastante interessante. Ele deve ser pego dentro dos próprios níveis. Ao ser coletado, mostra a localização de todos os itens do local – inclusive os secretos. Isso faz com que os usuários possam encontrar caminhos secretos que, muitas vezes, poderiam passar despercebidos pelo jogador comum.

Outro ponto que vale a pena ser destacado é a variedade de inimigos. Alguns deles, como o Arachnotron, receberam versões atualizadas em relação aos jogos clássicos. Porém, os novos e implacáveis adversários fazem do título um deleite gráfico - ou teste de memória para os jogadores que devem lembrar o ponto fraco de cada um deles.

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Por falar em gráficos, a aventura possui alguns dos cenários mais variados de toda a série. Com paisagens inóspitas em terras geladas, naves ou até mesmo no planeta Terra, Doom Eternal eleva o conceito gráfico da série ao limite - talvez aproveitando o máximo poder de processamento que os consoles da geração atual ainda podem oferecer.

No entanto, isso tudo tem um preço. Em alguns momentos, é comum que os cenários demoraram a renderizar alguns elementos, fazendo com que as texturas fiquem estranhas aos olhos. No pior dos casos, e que aconteceu apenas uma vez enquanto testava o jogo, é uma área inteira, após uma porta se abrir, demorar cerca de cinco segundos para ser carregada. Enquanto isso, eu ficava olhando para um fundo acinzentado, sem cor ou elemento algum. Felizmente, esse problema não se repetiu e o jogo fluiu normalmente.

Conclusão

Com combates desafiadores e variedade de armas e melhorias, o game possui um leque de possibilidades para dar cabo dos demônios que ousaram invadir nosso planeta. Cenários bem trabalhados e diversificados completam a experiência e indicam um cuidado excepcional da id software, desenvolvedora do título, em construir um jogo totalmente novo, mas que mantém a identidade clássica da série.

Doom Eternal é um dos melhores FPS (jogos de tiro em primeira pessoa) do ano, além de um ótimo jogo da franquia. Recomendado para quem gosta de altas doses de sangue, gore e tiroteio desenfreado. O jogo chegou às lojas em 20 de março, e está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC. Nos consoles, o game chega por R$ 249; no Steam, o valor da versão padrão é de R$ 199. Uma versão para Nintendo Switch também foi prometida, no entanto, ainda não há data de lançamento. 

Para testar o game, a Bethesda enviou ao Olhar Digital uma cópia jogo para Xbox One.


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