REF-1: robô de entrega autônomo

Startup quer colocar robôs de entregas em ciclovias

Clara Guimarães, editado por Rafael Rigues 16/07/2019 12h47
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O REV-1 cabe perfeitamente em uma ciclovia, mas será que as pessoas concordam em dividir seu espaço nas ruas?

Uma série de startups com o objetivo de fazer entregas com robôs nasceram no último ano, mas uma empresa de Michigan tem uma proposta diferente: ela quer colocar esses autônomos rodando nas ciclovias, pelo menos por parte do tempo.


A empresa Refraction AI saiu de seu esconderijo ontem (15) para revelar seu robô de entrega autônomo REV-1. Ele apareceu durante um evento do Techcrunch e foi apresentado pelo CEO da startup, Matthew Johnson-Robertson, que também é professor na Universidade de Michigan. O bot não é muito grande, mas também não é muito pequeno- e esse parece ser seu charme.

Reprodução

O REV-1 é maior do que a maioria dos robôs de entrega, que têm aproximadamente o tamanho de uma caixa de isopor grande e dirigem nas calçadas. Mas é menor e mais barato que vans de entrega autônomas ou pequenos ônibus. Além disso, a empresa afirmou que ele é leve e tem potência baixa o suficiente para se classificar nos regulamentos de uma bicicleta elétrica e, com cerca de 80 centímetros de largura, parece ideal para andar em ciclovias.

"Nossa plataforma é leve, ágil e rápida o suficiente para operar na ciclovia e na pista", disse Johnson-Roberson ao Trucks.com . Com um custo unitário de cerca de US $ 5.000  (cerca de R$ 18.800), o REV-1 também será mais acessível do que rivais maiores, enquanto ainda oferece espaço suficiente para transportar encomendas.

Mas embora a ideia seja interessante, ainda existem ressalvas, como, por exemplo, a opinão das pessoas sobre um robô andando pelas ciclovias. Já houve protestos sobre a intrusão de autônomos de entrega nas calçadas, com algumas cidades até banindo os bots. Colocá-los em ciclovias poderia ser ainda mais perturbador, bem como potencialmente perigoso para os ciclistas.

Outro obstáculo é o clima das cidades, já que o robô tem que ser capaz de operar tanto no calor quanto no frio, na chuva e na neve. Estes últimos pontos estão sendo estudados durante os testes em Michigan, uma cidade que enfrenta muitas precipitações. A Refraction vê uma oportunidade de desenvolver um robô diferente dos de outras empresas da costa leste dos Estados Unidos, que não têm que lidar com condições climáticas variadas. 

Via: TechCrunch

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