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Trump faz cúpula de 'mídia social' mas não chama Facebook nem Twitter

Bruna Lima, editado por Daniel Junqueira 12/07/2019 10h15
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Presidente dos EUA diz que novo encontro será realizado com representantes das empresas do setor

O presidente Donald Trump disse que irá convidar representantes de empresas responsáveis pelas principais redes sociais para visitar a Casa Branca. O comentário foi feito durante uma "cúpula de mídia social”, da qual eles acabaram não participando. O evento, realizado na quinta-feira (11/07), incluiu personalidades de direita, mas estranhamente nenhum representante do Facebook, Twitter e outras empresas do ramo.


Além dos convidados políticos, como Charlie Kirk e James O'Keefe, alguns criadores de memes foram à Casa Branca para promover seu argumento de que pontos de vista conservadores estão sendo censurados nas plataformas de mídia social. Por quase uma hora, o presidente falou sobre sua contagem de seguidores e engajamento no Twitter. Entre os tópicos, ele anunciou planos para começar a "convidar os cabeças de empresas de mídia social para a Casa Branca no próximo mês".

"Vamos convocar uma grande reunião das empresas", disse Trump na abertura do encontro, acrescentando que a reunião provavelmente acontecerá em uma semana ou duas. "Eles têm que estar aqui”.

Em resposta, o Facebook e o Twitter se recusaram a se posicionar sobre o assunto. A Casa Branca não divulgou mais informações sobre um possível encontro com empresas de mídia social. A partir dos comentários do presidente, parece que os encontros com os representantes das empresas acontecerão separadamente.

Antes do evento, Trump atacou grandes nomes das mídias sociais. As empresas exibem "tremenda desonestidade, preconceito, discriminação e supressão", twittou o presidente. "Não vamos deixá-los escapar por muito mais tempo", disse. Ele também reclamou, sem provas, que o Twitter vem dificultando que seu perfil ganhe novos seguidores.

Atualmente se vive momento de tensão entre essas empresas e os conservadores, devido a repressão ao discurso de ódio, violência e outros conteúdos que violam os termos de uso dos serviços. Grupos de defesa das mídias sociais, como os defensores muçulmanos, acusaram Trump de realizar a cúpula para pressionar as empresas a não aplicarem suas regras online.

No final da cúpula, Trump se abriu para perguntas, entretanto o diálogo estava aberto apenas para as figuras de direita que foram convidadas. O ex-vice-assistente de Trump, Sebastian Gorka, fez a primeira pergunta, enquanto os repórteres saíam da sala e a transmissão ao vivo foi interrompida.

Via: The Verge

 

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