Trump pode ser banido das redes sociais quando sair da Casa Branca? Entenda

Durante audiência com o Senado dos EUA, Jack Dorsey e Mark Zuckerberg confirmaram que privilégios especiais de Trump vão acabar, e isso pode ser ruim para o futuro ex-presidente

Rafael Arbulu, editado por Daniel Junqueira 18/11/2020 14h10
donald trump
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O Facebook e o Twitter admitiram, por meio de seus respectivos CEOs, que contas de líderes mundiais possuem privilégios especiais de interação, haja vista que suas publicações caem sob domínio do interesse público. Em uma audiência conduzida pelo Senado dos EUA, Jack Dorsey (Twitter) e Mark Zuckerberg (Facebook) confirmaram que isso deve mudar assim que Trump deixar a Casa Branca, em janeiro de 2021.


Das duas plataformas, o Twitter prometeu ser mais enfático: segundo Dorsey, Trump não apenas perderá seus privilégios presidenciais, mas voltará a se sujeitar às normas de conduta que a rede emprega a seus usuários comuns. Ou seja, enquanto presidente, Trump até teve alguns de seus tuítes marcados como imprecisos ou veiculando informação falsa, porém nunca censurados. Em janeiro do ano que vem, porém, as mesmas violações podem lhe render o banimento da plataforma.

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Conta de Donald Trump no Twitter deve perder seus privilégios presidenciais após derrota nas últimas eleições. Shutterstock/Reprodução

“Se uma conta subitamente deixa de pertencer a um líder mundial, essa política em particular vai embora com ele”, disse Dorsey. Ao New York Times, um porta-voz da empresa ressaltou que todos os usuários do Twitter devem obedecer a uma série de regras, mas que condições especiais são oferecidas a líderes globais pelo bem da transparência.

“Uma função essencial de nosso serviço é a de oferecer um lugar onde as pessoas podem, abertamente e publicamente, responder a seus líderes e lhes atribuir responsabilidade [pelo que falam/fazem]”, disse o porta-voz. “Levando isso em consideração, há alguns casos onde pode ser de interesse público que seja mantido o acesso a certos tuítes, ainda que eles estejam em violação de nossas regras”.

O Facebook decidiu ter uma abordagem mais permissiva. Zuckerberg afirmou que não mudaria a forma como a maior rede social do mundo faz a checagem de fatos das publicações de Donald Trump, que, desde quando foi eleito, teve algumas postagens marcadas como imprecisas ou inverídicas pela rede. Zuckerberg ainda afirmou que o Facebook não faz, diretamente, a checagem de fatos de líderes mundiais, mas um porta-voz da empresa afirmou que poderia fazer isso para Trump assim que ele deixasse a Casa Branca.Reprodução

Jack Dorsey (esq.) e Mark Zuckerberg (dir.): CEOs do Twitter e Facebook vão reforçar regras normais de suas redes sociais para ex-líderes mundiais que perderam o mandato. Imagem: Reprodução/Grit Daily/Andrew Harrer/Bloomberg

POTUS? FLOTUS?

Quando um presidente eleito toma posse nos Estados Unidos, ele passa a contar com um perfil específico - “@POTUS” (ou “President of the United States”, expandindo a sigla) -, por onde ele passará a interagir com o público nas redes sociais. Donald Trump, o 45º presidente dos EUA, porém, mudou um pouco esse processo: seu método de interação, desde o início do seu mandato, foi sua conta pessoal - “@realdonaldtrump” -, enquanto a conta oficial da Casa Branca servia apenas para retuitar algumas de suas publicações. Isso vale para o Twitter e Facebook.

O mesmo é verdade para a família presidencial e a equipe primária - aqueles mais perto do presidente. Michelle Obama, por exemplo, mantinha sua conta pessoal, mas também tuitava pelo perfil “@FLOTUS” (“First Lady of the United States”, ou “Primeira Dama dos Estados Unidos”). Melania Trump, a atual primeira dama, usa apenas sua conta pessoal. Assim também funciona para o Secretário de Comunicação (“@PressSec”), o vice-presidente (“@VP”) e a conta oficial da Casa Branca (“@WhiteHouse”).

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As contas de ex-presidentes, como Barack Obama, são mantidas em arquivo por um órgão especial do governo dos Estados Unidos. Imagem: Twitter/Reprodução

Todos os perfis acima têm seus tuítes apagados e reiniciados do zero sempre que um presidente novo assume o cargo. Em janeiro de 2021, Joe Biden, que venceu Donald Trump nas eleições realizadas em 3 de novembro, assumirá essa marca, mas ainda não especificou se manterá sua conta pessoal atual. Essa prática de apagar tuítes do presidente anterior é parte do plano de transição entre comandantes.

Tuítes de presidentes antigos são arquivados de várias formas: o Twitter conta com o seu formato, resguardando os tuítes da gestão de Barack Obama na conta “@POTUS44”. Outra opção é o “NARA” (sigla em inglês para “Administração Nacional de Gravações e Arquivos”).

Fonte: The New York Times / Washington Post


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