Virgin Hyperloop faz estudo sobre os efeitos da velocidade no cérebro

Pesquisa sobre os efeitos que as viagens a mais de 965 km/h pode causar está sendo realizada por cientistas para descobrir se poderia ocorrer algum dano cerebral

Thais Reis, editado por Daniel Junqueira 30/10/2020 18h36
Virgin Hyperloop - estudo sobre efeitos da velocidade no cérebro
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A Virgin Hyperloop, empresa de transporte de propriedade do magnata Richard Branson, tem planos ambiciosos para construir um sistema de transporte de tubos de vácuo que viaja mais de 965 quilômetros por hora.


Mas antes disso, a empresa tomou a decisão razoável de descobrir o que viajar tão rapidamente pode fazer com o cérebro. Para descobrir, os cientistas do Instituto de Neurociências Rockefeller (RNI), da Universidade de West Virginia (EUA), estudarão o que esperar ao lançar passageiros a 78% da velocidade do som.

Sarah Lawson (Virgin Hyperloop)/Divulgação

Novo sistema de transporte pode chegar a mais de 965 km/h. Imagem: Sarah Lawson (Virgin Hyperloop)/Divulgação

Hyperloop é um sistema teórico de transporte originalmente proposto pela Tesla e pelo CEO da SpaceX, Elon Musk. A ideia era criar um sistema de transporte de alta velocidade para enviar uma cápsula podlike levitando ao longo de um trilho dentro de um tubo de baixa pressão em uma alta velocidade.

Velocidade pode afetar o sistema nervoso

Os testes anteriores do Virgin Hyperloop atingiram velocidades de cerca de 386 km/h, mas o objetivo final sempre foi atingir mais de 965 km/h com cápsulas de passageiros aceleradas rapidamente dentro de um tubo de vácuo.

“As funções humanas podem ser impactadas pela alta velocidade e a percepção do quão rápido você está se movendo. Sem janelas e um quadro de referência, a função de equilíbrio e outros sistemas nervosos de uma pessoa também podem ser impactados. Analisaremos todos esses fatores em uma estrutura integrada que mede a função fisiológica e o desempenho da equipe e dos operadores do sistema”, disse o Dr. Ali Rezai, vice-presidente de neurociência da RNI.

Pikrep/Reprodução

Cientistas estudarão efeitos das altas velocidades no cérebro humano com o uso de rastreadores oculares e eletroencefalogramas. Imagem: Pikrep/Reprodução

Parece ficção científica, mas o novo transporte será uma realidade fundamentada na ciência, conforme os engenheiros desenvolvem e criam um sistema que pretende revolucionar os meios de transporte conhecidos.

O RNI tem todos os tipos de aparelhos vestíveis, desde relógios de pulso até roupas, que monitoram constantemente os sinais vitais de uma pessoa e coletam dados de saúde. Ao aplicar inteligência artificial e machine learning aos dados coletados, a equipe da RNI prevê as condições do corpo humano.

“Usaremos tecnologias vestíveis para quantificar a fisiologia dos seres humanos. Com rastreadores oculares, sensores corporais, eletrocardiogramas e eletroencefalogramas podemos medir, quantificar e entender o que está acontecendo com o corpo humano mais de 965 km/h”, completou Rezai.

A Virgin Hyperloop prevê iniciar as operações comerciais em 2030, mas o processo tem sido lento até agora e já viu sua parcela de atrasos. Entretanto, a empresa já construiu uma instalação de teste ao norte de Las Vegas (EUA).

Fonte: Futurism

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