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Wi-Fi mesh e Wi-Fi tradicional: entenda as diferenças

Rene Ribeiro, editado por Daniel Junqueira 03/01/2019 08h00
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Os usuários de dispositivos móveis costumam ter um desejo em comum: possuir internet de qualidade em todos os cômodos da casa. Para isso, além do cabo de rede, é instalado um aparelho com conexão Wi-Fi (um repetidor, por exemplo) para que a internet seja distribuída por todos os ambientes, sem que o uso de cabos seja necessário.


Esse tipo de conexão é chamada de Wireless. Ela transmite informações por meio de equipamentos que usam radiofrequência para conectar um dispositivo a outro. Para a distribuição de internet, o equipamento usado é o roteador.

Mesmo ele tendo o Wi-Fi configurado, é comum que existam problemas de conexão em alguns pontos da casa, nos quais o sinal de internet enviado pelo roteador acaba sendo mais fraco. Para resolver esse problema foi desenvolvida a tecnologia Wi-Fi Mesh.

Como funciona o Wi-Fi Mesh

Assim como o Wi-Fi, que distribui a internet pelos cômodos por meio do sinal transmitido pelo roteador, os aparelhos que possuem a tecnologia Mesh também se conectam a um roteador. Porém, a distribuição não é feita apenas a partir dele. Para montar a rede Mesh, são usados, pelo menos, mais dois aparelhos instalados em pontos determinados pelo usuário, e, com todos ligados, a conexão acaba se expandindo pelos pontos casa de forma igualitária.

Cada ponto da rede envia sinal de internet de qualidade aos dispositivos conectados, pois todos funcionam exatamente como um roteador. Na rede Wi-Fi Mesh, a transição entre esses pontos acontece de forma fluída, sem que o usuário sinta a mudança de rede enquanto se movimenta dentro do ambiente, pois não há queda de velocidade ou sinal.

Reprodução

Na rede Wi-Fi Mesh o sinal está distribuído igualmente em todos os pontos e a instalação não requer configuração.

Logo, essa é a principal diferença entre a Rede Wi-Fi comum e o Wi-Fi Mesh. O Wi-Fi comum distribui o sinal até o seu limite de alcance, mesmo que a qualidade da conexão seja prejudicada. Mas o Wi-Fi Mesh busca o ponto de acesso mais próximo do usuário para garantir sinal de melhor qualidade.

Importante é não confundir a estrutura da rede Wi-Fi Mesh com repetidores ou extensores Wi-Fi. Estes apenas captam o sinal do roteador principal, amplificando e propagando o mesmo. E há um limite para amplificar o sinal.

Já uma rede Mesh pode cobrir, acredite, uma cidade inteira. O segredo disso são os aparelhos que funcionam como roteadores e distribuem o sinal Wi-Fi sem perder potência. E quando um deles tem defeito, os outros se reorganizam para continuar a enviar o sinal da forma mais estável e equilibrada possível.

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Vantagens da rede Mesh Wi-Fi

São várias: alta qualidade do sinal, baixíssima manutenção, facilidade de instalação (não é necessário configurar os aparelhos que se conectam a outros), a possibilidade de termos muitos aparelhos conectados a mesma rede sem perder a qualidade do sinal e, por fim, a organização automática da configuração quando um ponto falha.

A única desvantagem da rede Mesh ainda é o seu alto custo. Um pacote com 3 pontos de acesso para uma rede residencial pequena custa, em média, R$ 1.000. Mas a rede Mesh ainda é recente e precisa que o mercado vá crescendo para que os fabricantes consigam baixar o preço.

Como o Wi-Fi convencional é uma tecnologia que já está na maioria dos lares, empresas e comércios, é questão de tempo para que a rede Mesh se torne popular e, assim, com maior demanda de produtos, menor serão os preços também. Agora é torcer para que isso aconteça o mais rápido possível.

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