YouTube deleta 2 milhões de canais e mais de 50 milhões de vídeos

Número expressivo se deu após uma varredura completa dentro da plataforma; iniciativa busca evitar a propagação de malwares e o roubo de dados

Da Redação, editado por Daniel Junqueira 12/08/2020 17h36
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O YouTube deletou cerca de 2 milhões de canais e mais de 50 milhões de vídeos entre janeiro e março deste ano, após passar por uma varredura completa para remoção de malwares e redução do roubo de dados.


O YouTube é acessado diariamente por bilhões de usuários, que consomem conteúdos de todos os tipos e para todas as idades. Infelizmente, a popularidade do serviço acaba servindo de fachada para pessoas mal intencionadas que cometem crimes cibernéticos.

crime.jpgYouTube tem noção dos riscos que a internet oferece, por isso está trabalhando para melhorar a segurança. Créditos: iStock

O que diz o YouTube

Um relatório apresentaado pelo YouTube aponta alguns números referentes ao primeiro trimestre. O YouTube diz ter removido 6 milhões de vídeos, além de ter excluído 2 milhões de canais. Os vídeos desses canais - mais de 51 milhões - foram suspensos e se somam aos outros excluídos, totalizando mais de 57 milhões de vídeos excluídos da plataforma no período.

Dos 6 milhões de vídeos removidos, 49,9% não tinham uma visualização sequer; 27,4% alcançaram de 1 a 10 acessos; enquanto apenas 22,7% chegaram a casa dos dois digitos.

Em relação a canais, o YouTube diz que a maioria infringe às regras da comunidade. 87% das exclusões foram por conta de spam, problema muito recorrente na internet; 8% são canais que apresentam nudez ou conteúdo sexual explícito; 2% oferecem riscos à integridade e segurança de crianças; enquanto os outros 1% são compostos por canais que promovem violência, bullying ou discursos de ódio.

Em um ranking de países afetados, o Brasil aparece em terceiro. Confira abaixo:

  1. Estados Unidos
  2. Índia
  3. Brasil
  4. Indonésia
  5. Coreia do Sul

Visualizações

Outro estudo divulgado recentemente aponta que 88% dos vídeos postados na plataforma recebem menos de mil visualizações. Com privilégios aos criadores de conteúdo em massa, o YouTube acaba deixando de lado aqueles que pretendem começar a se desenvolver dentro do website. 

O grande empecilho para os YouTubers menores é que as curtidas determinam muito sobre o sucesso do seu vídeo. Quanto mais "gostei" um vídeo recebe, maior é a chance dele ser recomendado para alguém que ainda não conhece o material.

Uma coisa é clara, a plataforma precisa ser mais objetiva. Fazendo com que diversas opções fiquem disponíveis e a segurança seja exemplar.

Fonte: Hackread

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