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Segundo uma pesquisa publicada na última segunda-feira (31) pela Open Markets Institute (OMI), as iniciativas de espionagem da Amazon mirando seus funcionários podem dificultar a sindicalização, ainda que por outro lado aumentem a produtividade dos trabalhadores. Os especialistas constataram que a gigante do e-commerce usa várias ferramentas polêmicas para vigiar os funcionários das lojas e armazéns, tais como softwares, scanners, pulseiras de monitoramento, câmeras de segurança térmicas e gravações convencionais.
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Todos os dados coletados resultam em maior pressão coletiva. Isso porque por meio do monitoramento é possível identificar o que fazem os funcionários e controlar melhor o tempo de trabalho.
Prova de tal controle, de acordo com o estudo, são as medidas de desempenho, confirmadas por uma porta-voz da companhia. “O desempenho do associado é medido e avaliado durante um longo período, pois sabemos que uma variedade de coisas pode afetar a capacidade de atender as expectativas em qualquer dia ou hora”, contou a representante, em comunicado.
Resistência à sindicalização
Segundo o relatório, a multinacional muda o endereço de trabalho supostamente para impedir unificação e greves. A mudança de região acontece, de acordo com a pesquisa, após a empresa montar “mapas de calor”. Esses contêm dados como a opinião dos membros da equipe e um índice de diversidade para determinar quais lojas estão com maiores riscos de sindicalização.

Funcionários da Amazon são vigiados por câmeras e scanners nos escritórios. Crédito: Mwitt1337/Pixabay
Diante dos resultados, a Open Markets Institute pede que as medidas “invasivas” de vigilância do trabalhador sejam proibidas na Amazon. O grupo também defende, entretanto, que as alternativas de monitoramento consideradas “não invasivas” continuem sendo aplicadas, salvas com a aprovação de agências estaduais e federais. “Nosso objetivo é mostrar como o tremendo desequilíbrio de poder entre empregadores e trabalhadores é agravado por um aumento alarmante na vigilância”, argumentou Sally Hubbard, diretora de estratégia de fiscalização da OMI.
Fonte: Reuters
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