Fones da Samsung usam sinais elétricos para dar sensação de movimento

Durante o evento South by SouthWest (SXSW) desse ano, a Samsung pretende mostrar três projetos experimentais que vem desenvolvendo. Um deles é o fone Entrim 4D, voltado para uso com equipamentos de realidade virtual, que consegue simular sensações de movimento enviando sinais elétricos ao cérebro do usuário.

Para isso, os fones contam com eletrodos capazes de uma técnica chamada GVS (Galvanic Vestibular Stimulation, ou estimulação vestibular galvânica). Os eletrodos enviam sinais a nervos no ouvido do usuário que provocam as mesmas sensações de movimento que ele sentiria caso estivesse naquela situação na vida real.

A equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia também criou uma maneira de capturar dados a partir de sensores de movimento instalados em drones. Esses dados podem então ser transmitidos ao usuário via GVS, dando a ele a sensação de estar voando no drone. Se esses dados forem sincronizados com imagens capturadas por uma câmera acoplada ao mesmo drone, o usuário teria uma experiência muito mais imersiva que se apenas visse as imagens.

Além de oferecer maior imersão, a Samsung também acredita que o uso do Entrim 4D pode ajudar a combater os sintomas de enjôo e náusea que muitas vezes acompanham o uso prolongado de equipamentos de realidade virtual.

Isso porque, segundo a empresa, esses efeitos são causados pela discrepância entre o que os olhos do usuário vêem e o que o cérebro percebe. Como o estímulo visual não é acompanhado de sensação de movimento, isso acaba gerando náusea, tontura e dores de cabeça no usuário.

Outros projetos

Além dos fones, a Samsung também apresentará o Hum On!, um aplicativo que consegue fazer música a partir de melodias cantaroladas pelo usuário. A empresa o descreve como uma espécie de "tradutor musical" que consegue captar as notas cantadas pelo usuário e transcrevê-las em uma partitura

O aplicativo ainda consegue propor diferentes arranjos para as ideias musicais dos usuários, usando aprendizado de máquina para descobrir quais acompanhamentos ficam melhor. E, uma vez finalizada, a canção pode ser compartilhada por redes sociais ou usada como música de fundo em vídeos criados pelo usuário.

A última das ideias apresentadas pela empresa é uma plataforma de criação de imagens, textos e vídeos chamada Waffle. Trata-se de uma espécie de rede social que se destaca por permitir que vários usuários trabalhem juntos na criação de um mesmo texto, vídeo ou foto. Seu objetivo é dar um caráter mais colaborativo às redes sociais tradicionais. 

 

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