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A Hon Hai Precision Industries, dona da marca Foxconn, e outras três empresas que fabricam componentes eletrônicos entraram hoje com processos contra a Qualcomm por infração de leis antitruste. Com os processos, as empresas se uniram à Apple numa longa batalha judicial contra a fabricante de chips.
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De acordo com a Reuters, o processo é uma retaliação contra uma ação judicial da própria Qualcomm. Em abril, a Apple parou de repassar aos seus fornecedores os valores referentes ao licenciamento de tecnologias da Qualcomm. A fabricante de chips então processou os fornecedores – incluindo a Hon Hai – para receber os valores atrasados. Agora, os fornecedores estão processando a Qualcomm por sua atitude.
Segundo o advogado Theodore J. Boutrous, que está representando as quatro empresas, “a Qualcomm confirmou publicamente que esse processo contra nossos clientes tem o objetivo de mandar uma mensagem à Apple e puni-los por trabalhar com a Apple”. Nesse contexto, “as empresas estão trazendo suas próprias alegações e defesas contra a Qualcomm”.
Briga feia
O embate jurídico da Apple com a Qualcomm se refere ao modelo de negócios da fabricante de chips. A Qualcomm é a responsável pelos modems de alguns iPhones. Esses componentes são os que gerenciam o acesso dos iPhones às redes móveis.
A questão é que a Qualcomm exige que seus clientes comprem, junto com o modem, o licenciamento das tecnologias usadas no modem. Esse modelo de negócio foi, segundo a Reuters, o pivô do desentendimento entre as empresas, e também já chamou a atenção de órgãos reguladores comerciais no Reino Unido, na Coreia do Sul e em diversos outros países.
De sua parte, a Qualcomm insiste que a atitude da Apple diante da situação infringe os acordos que já vigoravam entre as duas. A fabricante de chips está até mesmo tentando proibir que a Apple continue a vender iPhones nos Estados Unidos enquanto não resolver essa situação.