Pessoas já veem mais vídeos em celulares do que em PCs, diz estudo

Tamanho não é documento, pelo menos na hora de escolher uma tela para ver um vídeo via streaming. Foi isso que a pesquisa Global Video Index Q1 2017 revelou. De acordo com o levantamento da empresa Ooyala, 56,47% das visualizações de vídeo do mundo nos três primeiros meses deste ano vieram de celulares e tablets.

No mundo inteiro, os dispositivos móveis foram mais utilizados para ver vídeos do que PCs ou notebooks. No período, essa porcentagem bateu recorde: 46,9% das visualizações vieram de celulares, e 9,57% vieram de tablets. Os dois números são as maiores porcentagens já registradas para esse uso dos aparelhos.

Mesmo assim, houve pequenas variações na diferença entre as regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, os dispositivos mobile ficaram com pouco mais que 50% das visualizações; na Ásia, por outro lado, 61,4% das visualizações de vídeo no período vieram desses aparelhos. A América Latina foi o local onde os celulares tiveram a maior participação (49%) e os tablets, a menor (5%) de qualquer região.

Tendências do video móvel

O modo como as pessoas assistem a vídeos no celular também tem mudado, segundo o estudo. Em todos os tipos de tela - smartphones, tablets e TVs inteligentes -, a porcentagem de tempo que os usuários gastam assistindo a vídeos com mais de 20 minutos cresceu. E, em todas elas, os vídeos de longa duração já correspondem a mais da metade do tempo total de visualização.

Há variações entre os tipos de aparelhos aqui também. Por exemplo: nos celulares, 55% do tempo que as pessoas passam assistindo a vídeos são dedicados a produções com mais de 20 minutos. Nas TVs inteligentes, esse número salta para 98%. Em tablets, essa porcentagem é 81% e, nos PCs, 65%. Esses dados mostram que a ideia de que conteúdos mais curtos são mais adequados para aparelhos móveis já não tem tanta força assim.

Segundo o estudo, mais de 3 bilhões de pessoas usam smartphones no mundo todo, e esse número deve dobrar até 2020. Os aparelhos móveis corresponderam a 75% do tráfego de internet no mundo no último ano, e essa porcentagem também deve aumentar.





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