Venda de operação móvel já está fechada, diz CEO da Oi

Rodrigo Abreu afirmou em transmissão ao vivo que faltam apenas os 'ritos de homologação'

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 02/10/2020 20h25
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Rodrigo Abreu, CEO da Oi, afirmou nesta sexta-feira (2) que a empresa concluiu seu processo de transformação e separação estrutural. A mudança ainda prevê a venda de quatro ativos da companhia: datacenters, Oi Móvel, unidade de torres e InfaCo. Segundo o CEO, a maior parte já está bem encaminhada, ainda mais após a vitória na Assembleia Geral de Credores.


"Três desses processos já estão fechados, incluindo a operação móvel, que agora é uma questão de esperar apenas os ritos de homologação do plano para fazer o leilão judicial. Estamos muito confiantes", afirmou Abreu, durante uma live promovida pelo Boston Consulting Group (BCG).

O executivo acredita que a resiliência da Oi mesmo em momentos mais críticos foi o que manteve a empresa funcionando e saudável nos últimos anos. Se tudo acontecer de acordo com o cronograma, as vendas devem ser encerradas em meados de 2022. Abreu, no entanto, é mais otimista, e fala em concluir a maior parte das negociações já no próximo ano.

Reprodução

Rodrigo Abreu, CEO da Oi. Imagem: Divulgação

Superando dificuldades

O executivo lembra que, quando o novo conselho assumiu, havia inúmeros desafios pela frente. Por exemplo, a Oi precisava vender um ativo praticamente invendável na África, manter uma operação móvel praticamente sem investimentos e sabendo que perderia para os concorrentes no mercado, resolver a equação de sustentabilidade de funding de curto prazo e reduzir os custos de uma companhia já trabalhando com custos reduzidos há um bom tempo.

"As pessoas achavam que isso era inviável. A solução foi ter uma visão clara para onde queremos ir e ir quebrando as fases da transformação", contou o CEO. Além disso, a empresa também precisava planejar seu futuro, mas encontrou alguns empecilhos. A Oi precisava de investimento para crescer, mas não tinha recursos para investir. Outra necessidade era de reinventar seu modelo para se tornar sustentável a médio prazo e renegociar sua estrutura financeira.

"Se eu tivesse que me preocupar em 2019 com o que teria de fazer em 2021, não iria entregar. Então vendemos a Unitel, trouxemos um aporte financeiro importante", explicou Abreu. "Comunicamos de maneira clara a venda da móvel. Colocamos o foco na operação e a móvel teve a segunda melhor performance de pós-pago. Avançamos na fibra e estamos chegando a dois milhões de assinantes e hoje a Oi é a empresa que mais cresce em banda larga de alta velocidade".

Via: TeleSíntese

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