Waze demite 5% de seus funcionários globais, mas investe no Brasil

Aplicativo anunciou redução nas equipes de marketing, vendas e parcerias de alguns países da Ásia e América Latina; recursos serão concentrados em 'mercados de alto valor', como o Brasil
Davi Medeiros 10/09/2020 15:08, atualizada em 10/09/2020 15:20
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O Waze anunciou na quarta-feira (9) que vai demitir cerca de 5% de sua equipe global, e que parte dos escritórios será fechada em alguns países da Ásia e da América Latina. O Brasil, na contramão dessa realidade, é um dos poucos mercados nos quais o aplicativo fará investimentos.

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De acordo com o CEO Noam Bardin, serão despedidos 30 do total de 555 colaboradores da empresa nas divisões de vendas, marketing e parcerias. Em nota oficial enviada aos funcionários, ele afirmou que os países afetados serão Malásia, Singapura, Colômbia, Chile e Argentina. 

Bardin garante que a medida não implicará numa redução permanente do quadro de trabalhadores, já que o Waze planeja realizar contratações nas áreas de tecnologia e engenharia nos próximos meses.

A justificativa apresentada para a retração das equipes é a pandemia do novo coronavírus, que diminuiu a frota de carros nas estradas e, consequentemente, fez cair o uso do app de navegação. 

Em abril, a empresa comunicou que a quilometragem rodada mundialmente com o Waze diminuiu 60% em relação ao mês anterior. A situação se agravou nas semanas seguintes, culminando na queda de mais de 70% da utilização do aplicativo.

Reprodução

Pandemia fez cair o número de motoristas nas estradas e, por consequência, a quantidade de usuários ativos do Waze. Imagem: Vlad Ispas/ Shutterstock

Waze vai investir no Brasil

O cenário começou a melhorar em junho, quando alguns países passaram a flexibilizar as medidas de distanciamento social. Ainda assim, o prejuízo nas receitas publicitárias do app não foi recuperado, culminando na decisão de demitir os funcionários. 

Segundo Bardin, o Waze vai “repensar suas prioridades”, e concentrar seus recursos em melhorias nos produtos oferecidos aos usuários. “Queremos acelerar nossos investimentos em infraestrutura técnica e redirecionar nossos esforços de vendas e marketing para um pequeno número de países de alto valor”, explica. 

Esses países incluem os Estados Unidos, Reino Unido, França, México e Brasil. 

O CEO afirmou ainda que empresa está comprometida a auxiliar os trabalhadores que estão sendo demitidos, oferecendo bônus de fim de ano, serviços de recolocação e seguro de saúde até o início de 2021. 

Via: The Verge

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Davi Medeiros

Davi Medeiros é redator(a) no Olhar Digital

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