Aplicativos devolvem parte do seu dinheiro gasto em compras; vale a pena?

Desde 2007, os moradores do estado de São Paulo conhecem — e utilizam bastante — a nota fiscal paulista. Ela funciona assim: ao realizar uma compra, o cidadão registrado na secretária da fazenda do estado pode dizer o CPF quando for pagar pelo produto e, no futuro, ele receberá uma porcentagem do dinheiro investido de volta. No entanto, a porcentagem em questão é baixa. São necessárias várias compras para conseguir recuperar apenas dezenas das centenas ou milhares de reais que gastamos ao longo do mês.

Os aplicativos de cashback seguem a mesma lógica, mas com uma diferença importante: o retorno para o consumidor pode ir de 1 a 100 por cento da quantia investida. Claro que não é comum um produto sair quase de graça; o mais provável é que você encontre produtos com retornos bem menores. Ainda assim, eles são mais animadores do que os da nota fiscal paulista, por exemplo.

Como você pode ver, a maior parte das lojas oferece entre DOIS e CINCO POR CENTO de retorno em cima do preço daquilo que está sendo comprado. Em uma continha simples, se você comprar uma TV por 2 mil reais, pode receber até 100 reais de volte. E, embora não seja incluído na conta o valor do frete, há quem diga que essa ainda é uma opção melhor do que ir comprar na loja física.

Agora, como alguém começa a utilizar o cashback? Atualmente existem vários sites e aplicativos especializados neste serviço. Talvez você já tenha ouvido falar em algum deles: Méliuz, Môba, BeRuby. Para começar a usar, tudo que você precisa fazer é dar uma olhada nas lojas disponíveis em cada opção e se registrar na plataforma de sua preferência. Os produtos são variados. Você pode encontrar desde passagens aéreas até ração para o seu cachorro. O único limite para o número de produtos que você pode adquirir é a própria conta bancária:

Para realizar as compras com direito a Cashback, a primeira coisa que você precisa fazer é se registrar, como já falamos. Quando estiver registrado, você precisa entrar no aplicativo ou site que escolheu usar e procurar a loja em que você quer comprar. O próprio site ou aplicativo vai te redirecionar para a loja escolhida, em que você fará a compra normalmente. Ao terminar o processo, o usuário receberá um e-mail da empresa de cashback dizendo que a compra foi efetivada em até 2 dias úteis. Após a compra, ao entrar no seu perfil, na parte “extrato” ou “saldo”, vai aparecer um número ao lado daquela sigla que todos adoramos — isso corresponde ao cashback que você conseguiu considerando as compras realizadas até agora.

Para resgatar esse dinheiro — ou seja, sacar a quantia adquirida — existem algumas etapas. Em primeiro lugar, existe um valor mínimo para o resgate, seja a plataforma qual for. Normalmente, você só pode sacar o cashback depois de acumular entre 20 e 30 reais. Para o primeiro resgate, é necessário que você informe a conta bancária, caso contrário, não há como ele saberem por onde te enviar a quantia. Em segundo lugar, há um período de espera que pode ir de 1 dia até 3 meses dependendo do aplicativo ou site escolhido. Em alguns casos você pode sacar o dinheiro assim que atingir a quantia mínima. Em outros, mesmo após atingir essa quantia, o dinheiro só é disponibilizado depois de um tempo mínimo. Para João Rivera, que já juntou mais de 4 mil reais em cashback, isso pode funcionar como uma poupança.

Sabe qual é a melhor parte disso tudo? Você não precisa escolher entre o cashback e outras formas de benefício, como a nota fiscal paulista. Você pode unir todas as forças e economizar bem mais do que pensava.

Outras formas de somar dinheiro, seja nos aplicativos ou nos sites, é indicar o serviço para amigos. Embora cada um funcione de um jeito, todos eles oferecem um bônus ao usuário que convida alguém a praticar o cashback. Normalmente funciona assim: você convida um colega, recebe um número “x” que é adicionado diretamente ao seu extrato, mas esta quantia só é validada quando a pessoa que você convidou efetua a primeira compra.

O Cashback pode ajudar, inclusive, revendedores de diversos produtos, já que — em muitos casos — eles oferecem os produtos por meio de revistinhas e precisam adquirir o produto online para repassar ao cliente.

Claro que sempre vão existir produtos que as pessoas preferem olhar ou experimentar pessoalmente antes de comprar. Mas nos casos em que você não fizer questão, lembre-se de considerar se não vale a pena ter um pouco do dinheiro que você gastou de volta.

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