Bitcoin é fraude? Entenda por que bancos querem distância das criptomoedas

Bitcoin: tá aí uma palavra que você já deve ter ouvido muito. A moeda virtual mais famosa do mundo vive um bom momento no mercado, cada vez mais valorizada. Só que, por outro lado, ela nunca foi tão criticada, especialmente por um pessoal que há muito tempo controla a economia mundial de um jeito ou de outro: o setor bancário.

Recentemente, um dos principais bancos do planeta, o JP Morgan, disse que o bitcoin é uma fraude, e que eventualmente fará com que seus investidores percam uma montanha de dinheiro. Quem disse isso foi Jamie Dimon, que atua não apenas como CEO do banco, mas também como seu presidente e chairman. O executivo disse ainda que o mercado de criptomoedas é coisa para assassinos e traficantes.

O JP Morgan não é o único banco que não vai muito com a cara da bitcoin. Aqui no Brasil, o Banco Central andou alertando para o risco de uma bolha no mercado de bitcoin e disse até que as pessoas devem ter cuidado com o risco de essas criptomoedas serem usadas em atividades ilícitas. A gente até tentou falar com mais instituições bancárias no Brasil, mas nenhuma quis se pronunciar sobre esse assunto - é quase um tabu. Do outro lado do planeta, na China e também na Coreia do Sul, foram criadas sanções para impedir o uso irrestrito dessas moedas. Mas afinal de contas, bitcoin é mesmo uma fraude? Por que será que os bancos não encaram bem essa nova tecnologia?

Silvio Crespo, que é autor do blog Dinheiro para Viver, é especialista em finanças e trabalha com o mercado de investimentos há muito tempo. Para ele, o que acontece aqui é o clássico caso de antigas instituições com medo da chegada da revolução digital aos seus negócios.

Vale relembrar um pouco o funcionamento de moedas virtuais como a bitcoin. Essas criptomoedas têm esse nome por causa da tecnologia que roda nos bastidores, o chamado blockchain. Nesse sistema, as transações podem ser feitas entre máquinas, criptografadas, e o valor da moeda é determinado em cálculos computacionais. Não existe nenhum país ou empresa regulamentando o uso, a compra ou a venda dessas moedas virtuais. Tudo é mantido de forma independente, pela internet, de maneira descentralizada e totalmente livre de regulações. Ao contrário das moedas mais tradicionais, como o nosso real, que é emitido e controlado pelo estado brasileiro.

No caso das criptomoedas, qualquer computador pode ser usado para minerar cálculos de uma CPU e gerar pequenas frações de bitcoins. A moeda, inclusive, chegou a valer mais de 15 mil reais. Já pensou? Uma bitcoin só, comprada há alguns anos por menos de 100 reais, poderia render, até pouco tempo atrás, mais de 15 mil.

Até por conta dessa valorização toda, muitos hackers que praticam sequestro de dados pedem bitcoins como resgate em seus crimes. Assim eles permanecem anônimos e ganham bastante dinheiro de um jeito fácil. Por isso a moeda pode acabar sendo confundida com coisa de bandido.

Mas, para entender esse universo, uma das primeiras coisas que precisam ficar claro é que a bitcoin não é a única moeda virtual no mercado. Tem também a NEO, a Stratis, a DigiByte, a Ethereum e muitas outras. Aliás, a própria bitcoin foi recentemente dividida em duas moedas diferentes, com usos e valores também diferentes.

Ou seja, se você somar todas as variáveis desse universo novo, vai ver que, de um lado, há possibilidade de altos ganhos. Mas, de outro, trata-se de um ambiente complexo, cheio de alternativas. E, como qualquer investimento que cresce repentinamente, existe, sim, o risco de uma bolha. A dica é tomar cuidado e se informar bem antes de apostar. Bitcoin não é fraude, mas não deixa de ser um investimento de risco.

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