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Celular deve substituir cartões em breve; conheça as tecnologias usadas

Renato Santino, editado por Marcelo Gripa 05/05/2018 19h00

O celular hoje em dia serve para fazer praticamente tudo: ligações, mensagens, vídeos, trabalho. E agora, o celular ganhou ainda mais um recurso: substituir o cartão de crédito na hora de pagar as compras. No começo de abril, a Apple lançou no Brasil o Apple Pay, um sistema que permite fazer justamente isso. E ele é o terceiro sistema do tipo a chegar por aqui, atrás do Samsung Pay e do Android Pay. Isso significa que hoje em dia, praticamente qualquer celular pode virar um cartão de crédito.

A comunicação entre o celular e o terminal é feita no padrão NFC, que significa “near field communication”. É um protocolo semelhante ao Bluetooth que permite que os celulares se comuniquem com outros dispositivos inteligentes próximos – e que é muito mais rápido do que os chips dos cartões. Mas isso, como toda novidade, gera um certo receio. Afinal, como a gente pode garantir que os dados de cartão de crédito não vão ser interceptados no meio da transação? A resposta para isso é uma tecnologia chamada de tokenização.

A tokenização é um recurso que já é usado, por exemplo, quando você vai acessar o banco pela internet. O objetivo dela é impedir que algum bisbilhoteiro consiga capturar dados bancários enquanto eles transitam entre computadores. Para isso, ele criptografa os dados antes de que eles saiam do celular, e descriptografa quando eles chegam nas máquininhas.

E se você acha que os pagamentos móveis são uma tendência que o Brasil não vai acompanhar, está bem enganado. De acordo com a Visa, a gente deve em breve se colocar entre os dez países que mais usam o Samsung Pay, o Android Pay e o Apple Pay no mundo. E olha que nem faz tanto tempo assim que eles chegaram por aqui.

Além da rapidez e da conveniência, tem também outro motivo que ajuda a explicar essa rápida adoção da novidade. Acontece que boa parte do acesso à internet no Brasil é feito por meio de celulares. Por isso, a gente já está acostumado a ter todos os nossos dados nele - inclusive os dados bancários. Assim, tanto os consumidores quanto os desenvolvedores gostam da ideia de que eles sejam usados como forma de pagamento.

Mas calma, não precisa jogar fora o cartão de plástico ainda. Os celulares não vão fazer com que eles entrem em extinção do dia para a noite. Os sistemas da Samsung, da Apple e do Google são mais opções para que as pessoas paguem suas compras. Mas a tendência é que ao longo dos próximos anos elas se tornem uma das principais formas de pagamento.

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