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Proteja-se: vício em celular é cada vez mais comum!

Roseli Andrion, editado por Liliane Nakagawa 14/12/2019 19h00

Você conseguiria, hoje, ficar sem usar o celular? Essa pergunta pode parecer tola, mas pense em tudo o que você faz no dia a dia que depende desse dispositivo. É, então, ele está cada vez mais presente em nossas vidas – e mais: boa parte de nossas atividades dependem inteiramente dele.

Usar um aplicativo de transporte para voltar para casa depois de um jantar com amigos, por exemplo, requer um smartphone. Se estiver dirigindo, o raciocínio é semelhante, já que pode ser necessário recorrer a um aplicativo de mapas.

Há uma diferença, porém, entre o uso normal, mesmo que intenso, do aparelho e o que pode ser considerado excessivo e até prejudicial. A depender do caso, o usuário pode ser diagnosticado com nomofobia – o nome vem do inglês e deriva de ‘no mobile phobia’, ou seja, o medo de não ter um celular por perto.

Quem usa o aparelho para trabalhar, então, pode sofrer ainda mais. É o caso, por exemplo, do influencer Lucas Nascimento. Ele conta que fica o dia todo conectado e que disso dependem suas vidas pessoal e profissional.

Recentemente, Lucas ficou sem o aparelho e teve de providenciar outro rapidamente para manter a rotina. Afinal, sem o celular, ele não consegue nem trabalhar. Durante o dia, as atividades de Lucas incluem lidar com duas contas de WhatsApp, criar conteúdo para blog e manter redes sociais ativas.

Quem usa o celular com frequência como ele, pode desenvolver a síndrome do toque fantasma. Ela ocorre quando o usuário acredita que ouviu ou sentiu o aparelho tocar ou vibrar, mas isso não aconteceu de fato.

É pouco comum que usuários com esses sintomas os associem a uma doença, mas vale ficar atento. Apesar de toda a facilidade trazida pela internet, o uso em excesso – especialmente dos aplicativos de redes sociais, em que a exposição é muito grande – pode trazer problemas psicológicos e até a evolução para quadros graves.

Por isso, é essencial que haja controle do uso da tecnologia. Essas doenças digitais têm se manifestado em todas as faixas etárias: são crianças que deixam de ir à escola para jogar videogame, adultos que conferem o celular a cada minuto por medo de perder alguma movimentação dos amigos nas redes sociais – essa condição recebe o nome de Fomo: o ‘fear of missing out’ ou ‘medo de ficar de fora’ – e idosos que não conseguem se afastar de jogos de celular.

Para evitar chegar a esse ponto, é importante equilibrar as vidas real e virtual. E como se faz isso? Procurando conviver mais com as pessoas em ambientes que existem de fato. Isso inclui ir ao cinema, fazer piqueniques no parque, visitar amigos e outras atividades semelhantes.

Conviver com a tecnologia é necessário e inevitável, mas fazer isso de forma saudável é possível. Então, procure dividir seu tempo de forma a aproveitar o melhor de cada atividade e, assim, ter uma vida mais equilibrada. E se notar que há alguma alteração importante, procure um especialista para orientá-lo. O mesmo vale para seus familiares e amigos: cuide deles para evitar que desenvolvam as doenças digitais.

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