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Astrônomos da Nasa e da Agência Espacial Europeia comprovaram que é possível estudar um planeta sem olhar diretamente para ele. Utilizando o Telescópio Espacial Hubble, os cientistas detectaram a presença de ozônio na atmosfera da Terra, nada novo, até então. Mas, o curioso é que, no momento da descoberta, o telescópio estava apontado para a Lua.
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O experimento aconteceu durante o eclipse lunar de 21 de janeiro de 2019. A luz proveniente do Sol atravessou a atmosfera terrestre e voltou na superfície branca da Lua, partindo em direção ao Hubble. Essa técnica de observação é inédita, e pode ajudar os cientistas na busca por outros planetas habitáveis no universo.
Desenvolver um método simples para a detecção de ozônio é fundamental para encontrar sinais de vida em outros planetas. Contudo, a agência espacial destaca que, embora seja um bom indicativo, a presença da substância no céu de um planeta não é garantia absoluta de que exista vida na superfície. Para chegar a uma conclusão é necessário que haja outros sinais além do ozônio, e esses sinais não necessariamente podem ser vistos por meio desse método.
De qualquer forma, a técnica do “espelho” continua sendo empolgante, já que possibilita o estudo de atmosferas distantes sem que seja preciso viajar até elas — basta só aguardar que os planetas passem em frente a uma estrela.