Tecnologia no chão de fábrica promete ser a nova Revolução Industrial

Braços robóticos executando funções numa linha de montagem de automóveis. Até aí, nada de mais... A rotina não é nova... Desde a década de 1980, os robôs começaram a se tornar comuns nas grandes linhas de montagem. Mas, agora, essas máquinas estão passando por uma nova – e gigantesca – transformação. E essa transformação vai ter consequências para a vida de todo mundo.

No começo, esses e outros robôs de linhas de produção cumpriam funções super específicas. Esse foi o primeiro estágio da automatização. Agora, além das mesmas funções, eles também ganharam a capacidade de se comunicar entre eles, trocando dados e informações. Você já deve ter ouvido falar de internet das coisas. Pois, em linhas de montagem como essa, a internet das coisas ganha vida. São sensores e processadores acoplados a toda à linha. O resultado é um diálogo constante entre as máquinas, e apenas entre elas, sem interferência humana.

No começo do século 20, Henry Ford criou o conceito de linha de produção. Cada estação de trabalho respondia por uma parte da montagem dos carros da época. A ideia se espalhou para outras indústrias e passou a ser o jeito de produzir tudo. No mundo do século 21, o conceito continua o mesmo, mas os humanos foram substituídos por máquinas e, agora, as máquinas ganham capacidade de se comunicar e de tomar decisões sozinhas. Este é o mundo da Indústria 4.0.

Como todos os fatos históricos, a chegada da nova revolução industrial também tem uma data. O conceito da Indústria 4.0 surgiu em 2012 na Alemanha. No Brasil, ainda é embrionário. Mas, por incrível que pareça a nossa maior dificuldade para embarcar nessa nova onda não está na capacidade de investimentos. No Brasil, a maior barreira é cultural.

Só para se ter uma ideia da realidade do nosso país, no ano passado, a indústria brasileira, ao todo, adquiriu 1800 robôs. Enquanto isso, na Coréia do Sul, mais de 40 mil novos robôs industriais foram colocados em atividade em 2016.

Mas, é claro que existem exceções. Algumas grandes empresas nacionais já começam exercitar a chamada indústria 4.0. Nesta linha de produção, por exemplo, robôs, máquinas e sistemas se comunicam, tomam decisões e “quase sempre” acertam. Quando erram, avisam...

Assim que o veículo passa pela produção, ele é identificado por sensores de rádio frequência. Em seguida, os sistemas acessam, em tempo real, todas as informações armazenadas – modelo, versão e até para qual país ele será vendido.

Vamos pegar o exemplo dos robôs soldadores. Cada carro tem, em média, entre 6 e 8 mil pontos de solda. Sensores a laser avaliam um a um cada ponto. As máquinas então “conversam” e cruzam dados; juntas, decidem se o veículo está perfeito. Se verificarem que sim, ele segue; se não, a linha simplesmente para.

As indústrias 4.0 ainda estão em construção. Mesmo em países avançados, tudo ainda vai evoluir muito mais. Um dos perigos do novo ambiente de produção, como muitos já sabem, é a diminuição de postos de trabalho. Especialistas já afirmam que ela é inevitável... E, pior, que essa diminuição pode ser traumática para a sociedade.

No próximo capítulo da nossa série “Indústria 4.0” você vai ver como empresas de outros ramos e outros portes estão se automatizando e adotando novas tecnologias para melhorar seus processos – e como isso tudo, ao mesmo tempo, significa desafios novos para todos nós. 

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