Testamos: Moto Z3 Play é um bom celular com preço errado

Depois de dois anos mantendo o visual da linha Moto Z praticamente inalterado por causa dos Moto Snaps, a Motorola tentou se renovar dentro do que era possível, e teve sucesso com o Moto Z3 Play. O resultado é um celular intermediário de respeito que se mostra como uma das opções mais interessantes do mercado no momento.

O Z3 Play se diferencia de seus antecessores especialmente pela tela. Em vez do painel de 5,5 polegadas, o modelo tem um display de 6 polegadas, o que foi possível graças a mudança para a proporção de 18 por 9, ocupando quase toda a parte frontal do celular. Para isso, a Motorola tirou o leitor de impressões digitais da parte da frente do aparelho, que era uma crítica antiga, e o colocou sobre o botão de ligar o dispositivo. Leva um tempo para se acostumar, mas é uma posição confortável, que permite desbloqueio simples em qualquer situação. Aqui, porém, cabem dois pontos negativos: a volta do acabamento em vidro, que fica marcado com muita facilidade e a eliminação da entrada de fones de ouvido.

Por dentro, o Moto Z3 Play conta com um processador Snapdragon 636, um chip intermediário que equilibra bem o desempenho e consumo de energia, ao mesmo tempo em que traz opções de 4 ou 6 giga de memória RAM. É o suficiente para rodar de forma satisfatória a maior parte dos jogos e aplicativos para Android sem engasgos, mas sem grande folga, o que pode vir a ser sentido depois de alguns meses de uso.

Uma das marcas da linha Moto Z Play é a bateria de longa duração, embora os modelos mais novos não sejam tão capazes quanto o primeiro. O Z3 Play conta com uma bateria de 3 mil miliampéres-hora, o que não chega a impressionar nos dias atuais, mas também não decepciona graças à escolha inteligente de componentes. Um processador econômico junto com uma tela AMOLED, que usa menos energia, significa que o smartphone resiste com tranquilidade a um dia normal de uso. O suporte aos Moto Snaps também ajuda neste sentido; se você precisar de mais energia, existem módulos de bateria que quase dobram a autonomia do aparelho.

O celular ganhou ainda uma câmera dupla, o que é uma novidade na família Moto Z Play. A tecnologia combina sensores de 12 e 5 megapixels que permitem aplicar o modo retrato, desfocando o plano de fundo. De modo geral a câmera é boa e sofre um pouco apenas em situação de pouca luz. Mas, os ganhos em comparação ao modelo do ano passado são pequenos, apesar de novos recursos como a integração com o Google Lens para reconhecimento de objetos, o Cinemagraph, que produz uma espécie de GIF animado, e os efeitos animados, que colocam filtros similares ao do Instagram no rosto do usuário.

No fim das contas, o Moto Z3 play é um ótimo celular intermediário que se sai bem na maioria dos aspectos importantes de um smartphone. O problema é o preço fora da realidade pelo que o aparelho oferece. Hoje, seu preço sugerido varia entre 2 mil e 300 e 2 mil e 700 reais, mas o valor pode cair um pouco nos próximos meses, tornando o aparelho consideravelmente mais interessante.

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