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Os tardígrados, popularmente conhecidos como ursos d’água, são animais microscópicos que se adaptam a praticamente qualquer ambiente. Como “extremófilos”, eles conseguem alterar seu metabolismo para sobreviver em condições hostis por longos períodos. Mas isso se aplica ao espaço?

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Em abril, uma espaçonave israelense chamada Beresheet caiu na Lua. Ela transportava a primeira biblioteca lunar, um arquivo digital com aproximadamente 30 milhões de páginas de informação, além de amostras de DNA humano e milhares de tardígrados desidratados, que podem voltar à vida quando em contato com a água.

A responsável pela missão foi a Arch Mission Foundation, uma organização que tem como objetivo criar um “backup do planeta Terra”. Seu fundador, Nova Spivack, disse à Wired que está confiante de que a maior parte da biblioteca está intacta.

Mas isso não significa que o as amostras de DNA ou os ursos d’água estão em perfeito estado.

“Nós enviamos DNA suficiente para regenerar a vida na Terra, se necessário”, Spiviack tuitou na terça-feira. “Embora isso exija uma biotecnologia mais avançada que a nossa atual. Ao menos nosso DNA já não está aqui. Mas observe que as células e o DNA não podem sobreviver ou se reproduzir na Lua. No entanto, se recuperados, podem ser úteis.”

Spivack também falou sobre os tardígrados, explicando que eles não podem se reproduzir na Lua. Ainda que não possam nascer na Lua, eles poderiam, teoricamente, ser revividos e estudados para nos ensinar sobre o seu tempo lá.

“Não é provável que as células possam sobreviver na Lua sem mais proteção contra a radiação”, explicou Spivack. “De qualquer forma, as células humanas, células vegetais e microrganismos que nós enviamos podem ser recuperados, estudados, e o DNA, extraído – talvez eles possam até ser clonados e regenerados, em um futuro distante”.

Fonte: CNET