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A Astrobotic, empresa norte-americana de tecnologia de robótica, quer criar um serviço de entregas para a Lua. Para lançar sua primeira missão lunar a companhia escolheu o foguete Vulcan, máquina em desenvolvimento pela fabricante e operadora de espaçonaves United Launch Alliance (ULA). O módulo de aterrisagem lunar da Astrobotic, chamado Peregrine, será o primeiro ‘delivery’ do Vulcan e está previsto para ser lançado ao satélite natural em 2021.

A Astrobotic é uma das muitas empresas privadas que estão investindo bilhões para dominar a Lua. Segundo a companhia, seu objetivo é “tornar a Lua acessível ao mundo”, construindo veículos capazes de transportar instrumentos e cargas até a superfície lunar que sejam úteis para organizações de pesquisa e agências espaciais, por exemplo. Sua espaçonave inaugural, o módulo lunar Peregrine, tem cerca de 1,8 metros de altura e pode carregar aproximadamente 90 quilos de carga.

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Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) confiou na Astrobotic e outras duas empresas espaciais a missão de enviar módulos robóticos de aterrisagem à superfície lunar nos próximos anos como parte do seu programa Serviço Comercial de Carga Útil Lunar, ou CLPS, na sigla em inglês. Essas devem ser as primeiras de uma série de viagens com destino à Lua patrocinadas pela Nasa, mirando no eventual retorno dos humanos ao satélite natural. A Astrobotic recebeu um prêmio de US$ 79,5 milhões como parte do acordo e espera transportar até 14 cargas úteis da agência no primeiro voo do Peregrine.

Inicialmente, a empresa pretendia lançar a primeira missão com o Peregrine na espaçonave em operação da ULA, o foguete Atlas V, ainda neste ano. O Vulcan será o foguete de última geração da ULA, com o design do atual Atlas V, mas proporcionando um desempenho melhor. 

Se sua primeira missão for realizada com sucesso na data prevista, a Astrobotic poderá ser a primeira empresa privada a pousar um veículo intacto na superfície da Lua. Até agora, apenas os EUA, a Rússia e a China conseguiram aterrissar espaçonaves no solo lunar.

Via: The Verge

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