Astrônomos descobrem sinal de rádio no espaço que pulsa a cada 16 dias

A origem do sinal é um mistério para os cientistas
Redação 11/02/2020 11:57, atualizada em 11/02/2020 12:31
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Cientistas descobriram um sinal de rádio que está pulsando em um ciclo constante de 16 dias, marcando a primeira vez que os astrônomos foram capazes de ver um ritmo específico de um desses sinais misteriosos.

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Essas emissões de rádio extremamente poderosas, chamadas de FRB, duram apenas alguns milissegundos. As fontes dessas explosões são mistérios absolutos para a astronomia, das centenas que foram detectadas até agora, se sabe apenas de onde cinco realmente vêm. Seja qual for o evento que está produzindo essas emissões, ele gera dezenas de milhares de vezes mais energia que o Sol. Embora alguns dos FRBs sejam sinais únicos, outros foram detectados várias vezes, novamente, sem explicação.

Reprodução

Os cientistas se debruçam sobre hipóteses que variam de colisões cósmicas a explosões estelares, estrelas de nêutrons altamente magnetizadas e até mesmo vida extraterrestre inteligente.

O sinal detectado é uma “explosão” repetida chamada FRB 180916.J0158+65, e foi detectado pela primeira vez em 16 de setembro de 2018. Ele vem de uma galáxia espiral massiva a 500 milhões de anos-luz de distância, rica em metais pesados e com baixo magnetismo.

Após descobrir o sinal, o CHIME – Experimento Canadense de Mapeamento de Intensidade de Hidrogênio – na Universidade de Columbia, iniciou observações de acompanhamento por 13 meses, detectando mais 28 explosões. Elas chegaram em fases de quatro dias seguidas por 12 dias de silêncio, indicando que a fonte que produzia o FRB operava em um ciclo regular de 16 dias. Os resultados foram relatados em um novo artigo enviado recentemente ao ArXiv – arquivo para artigos eletrônicos científicos.

O fato de o FRB ter um ciclo geral de 16 dias sugere que a fonte pode estar orbitando algum objeto maçiço (como um buraco negro de baixa massa) que talvez estimule a emissão do sinal com base no período orbital. Um estudo separado indica que o FRB é produzido por uma estrela de nêutrons em um sistema binário com uma estrela muito mais massiva.

Os astrônomos descartam a possibilidade de se tratar de um sinal que venha de vida extraterrestre, mesmo uma espécie altamente inteligente, dificilmente produzirá energias com essa.

 

Via: MIT Technology Review

 

 

 

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Redação

Redação é redator(a) no Olhar Digital

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