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A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos EUA, concedeu a primeira aprovação de uso emergencial para um novo teste de detecção de Covid-19.
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O novo exame usa a tecnologia de edição de genes CRISPR e, por se tratar de uma situação de emergência de saúde pública, teve o uso liberado mais rapidamento que o habitual.
O novo kit de diagnóstico programa o sistema CRISPR (pequenas porções de DNA), que consegue identificar determinadas sequências genéticas para detectar um fragmento do material genético do novo coronavírus, com a coleta de fluidos por um cotonete colocado no nariz, boca ou por fluido dos pulmões. Se o material genético do vírus for detectado, uma enzima CRISPR vai gerar um brilho fluorescente.
De acordo com a Sherlock Biosciences, empresa de tecnologia sediada em Cambridge, Reino Unido, e responsável pelos exames, o teste pode retornar resultados em cerca de uma hora.

Foto: iStock
O médico Marcello Bossois, pesquisador assistente do laboratório de genética da Universidade Laval, no Canadá, explica: “O grande diferencial para os testes que já temos hoje é que ele pode indicar o resultado poucas horas após o contágio. Digamos que uma pessoa entra em contato com alguém contaminado em uma multidão —cerca de 12 horas depois ela já tem uma carga suficiente para o diagnóstico. A técnica atual demora mais, geralmente só é diagnosticado após os sintomas aparecerem”.
O exame tem alta sensibilidade e não resultou em falsos negativos ou falsos positivos durante os estudos, segundo a empresa responsável. Bossois aponta que o teste “também é muito barato, já que não é necessário nem mesmo o uso de eletricidade”.
Para o médico, todos os países podem se beneficiar da técnica. “Se pudéssemos aplicar em massa, seria uma maneira de criar um isolamento preventivo mais eficiente e poderia, inclusive, ser positivo para economia —caso soubéssemos e isolássemos de forma rápida somente quem está doente”, afirma Bossois.
A empresa que desenvolveu o teste está trabalhando com parceiros em potencial para torná-lo adaptável a um sistema de pronto-atendimento. Apesar disso, a tecnologia deve demorar para chegar ao Brasil.
“Na Universidade Laval queremos encontrar parceiros para produzir e, quem sabe, levar ao Brasil”, conclui Bossois.
Via: UOL