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Promotores sul-coreanos solicitaram um mandado a Lee Jae-yong, herdeiro do grupo Samsung, a fim de investigar uma fusão em 2015 e uma suposta fraude contábil em uma tentativa de ajudar seus planos de sucessão.

Se preso, essa não será a primeira vez que Jae-yong encontra problemas com a justiça. Há pouco mais de dois anos, o herdeiro foi liberado da prisão depois de ficar um ano detido. O motivo é que Lee já estava sendo julgado por uma acusação de suborno, com o objetivo de obter apoio para tomar o lugar de Lee Kun-hee, patriarca da Samsung, que está doente.

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Desta vez, os promotores solicitaram a prisão de Jae-yong por suspeitas de manipulação dos preços das ações e violações das regras de auditoria. Agora, o Tribunal Distrital Central de Seul, na Coreia do Sul, analisará o pedido da promotoria na próxima segunda-feira (8).

Em resposta, a defesa de Jae-yong expressou “profundo pesar” pela decisão da promotoria, alegando que o herdeiro havia cooperado completamente com as investigações quando a Samsung passava por crises administrativas.

Reprodução

Samsung estaria enovlvida em suposta fraude contábil. Imagem: Shutterstock

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Os promotores também investigam suspeitas de fraude contábil na subsidiária farmacêutica Samsung Biologics depois que o órgão fiscalizador financeiro coreano apontou que, em 2015, o valor da empresa foi inflado em aproximadamente US$ 3,7 bilhões.

De acordo com os promotores, a violação contribuiu para aumentar o valor da Cheil Industries, empresa têxtil e química, que tinha Jae-yong como seu principal acionista e que se fundiu à Samsung C&T, holding controladora da sul-coreana, posteriormente.

A defesa de Jae-yong solicitou uma revisão externa para avaliar a validade da acusação e se os promotores estão seguindo os procedimentos necessários.

Em comunicado, a Samsung afirmou que sete de suas filiadas criaram um grupo para votar melhorias políticas.

Via: Reuters