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Segway encerra produção de sua famosa scooter de duas rodas

23/06/20 23h01, atualizada em 23/06/20 23h06

O que era para revolucionar a indústria do transporte acabou sofrendo com ridicularizações e escárnio. Agora, uma era chega ao fim: a Segway não vai mais produzir suas famosas scooters de duas rodas. A informação é da Fast Company.

Quando foi anunciado pela primeira vez em 2001 (ano do Xbox e do iPod), o veículo que você podia controlar apenas inclinando-se parecia algo futurista. Agora, próximo de seu fim, é sinônimo de segurança de shopping e passeios irritantes. Apenas 140 mil Segways foram vendidos ao longo de todos os seus 19 anos de existência. Não foi exatamente um bom negócio.

Tratando-se de negócios, as scooters e bicicletas elétricas ocuparam a maior parte da indústria desde então. Até mesmo os hoverboards fizeram sucesso. Mas a patinete de duas rodas paralelas com o mesmo nome da empresa não sobreviveu. A mais recente versão, o PT, é grande e pesado, e seu design pouco mudou em 19 anos de mercado. Mas você provavelmente nem sabia que isso ainda era fabricado.

Para piorar a situação da Segway, esse era um veículo até difícil de pilotar – e a empresa tinha consciência disso. “As scooters estão decolando e retroativamente”, disse Tony Ho, vice-presidente de desenvolvimento de negócios globais da Segway, à Fast Company. “Há uma razão pela qual a patinete é a forma dominante agora, precisamente porque é simples e fácil de aprender. Não há curva de aprendizado”.

Essa dificuldade na pilotagem e interface pouco intuitiva pode até mesmo ser perigosa. Em 2010, o então proprietário da empresa morreu após acidentalmente cair de um penhasco conduzindo seu Segway da forma errada.

Apesar de suas deficiências, o Segway será para sempre lembrado nos livros de História da tecnologia do século XXI. Se foi ele que impulsionou a inovação no transporte que surgiu futuramente é uma outra questão. Talvez o Segway tenha existido para que as patinetes elétricas pudessem crescer.

A Segway ainda tem o Ninebot, uma scooter de duas rodas que se equilibra automaticamente, e os Eletric Drifts, uma abordagem estranha, desafiadora e relativamente perigosa de patins motorizados.

Via: Futurism

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