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O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, informou em comunicado que “não recomenda” que médicos tratem pacientes infectados pelo novo coronavírus com cloroquina. O documento foi distribuído na quinta-feira (25) aos funcionários do hospital.
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A recomendação inclui também a não utilização do medicamento nem em modo off label, ou seja, fora das indicações homologadas para os fármacos pela agência reguladora no Brasil, a Anvisa.
O documento afirma que não há evidências de que a cloroquina reduz a mortalidade e o tempo de internação ou evite o uso de ventilação mecânica em pacientes graves com Covid-19. Também argumenta que possíveis benefícios do fármaco não superam seus riscos.

Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein. Foto: Divulgação
Segundo o hospital informou ao Uol, a instituição não tinha um protocolo que orientasse o uso do medicamento até então – cada médico podia decidir se o administrava ou não a seus pacientes.
Em março, quando surgiu a pandemia no Brasil, o Einstein anunciou que começou a testar o medicamento em pacientes com coronavírus, assim como outros hospitais do país. Logo, as instituições passaram a descartar o medicamento em seus protocolos após resultados insatisfatórios.
Leia a íntegra do informativo assinado pela direção do hospital:
“Frente ao recente comunicado divulgado pela agência americana FDA revogando a autorização de utilização emergencial do medicamento sulfato de hidroxicloroquina e fosfato de cloroquina no atendimento a pacientes com covid-19, levando em consideração que os estudos não mostraram diferenças em relação ao tratamento padrão e que os benefícios do uso dos medicamentos não superaram seus riscos conhecidos e potenciais, além de um estudo controlado randomizado não demonstrar evidência e benefícios em relação a mortalidade, tempo de internação ou necessidade de ventilação mecânica, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) juntamente com o Comitê de Especialistas Einstein, não recomendam o uso dos medicamentos em pacientes hospitalizados por covid-19 no hospital”.