EnglishPortugueseSpanish
publicidade

Qual a relação entre medo e espaço com os surtos de Covid-19, Ebola e Zika pelo mundo? Um estudo internacional, que contou com a participação de dois professores brasileiros, teve o objetivo de esclarecer como estes dois fatores podem influenciar ou não na transmissão destas doenças, bem como no tratamento de tais patologias.

O periódico Social Studies of Science publicou recentemente sobre a análise. Janaina Pamplona da Costa, do Instituto de Geociências, e André Sica de Campos, da Faculdade de Ciências Aplicadas, ambos da Unicamp, foram os responsáveis por pelo menos cem entrevistas em quatro estados do país para o estudo.

publicidade

Unicamp.jpg

Professores da Unicamp tiveram parte no estudo que analisou o “medo do invisível”. Foto: Divulgação

O documento apresenta o medo como grande ator nos ambientes atingidos por estas doenças, sendo muitas vezes o responsável não só por conter o número de infectados, pois as pessoas tendem a manter-se umas longe das outras, mas também pela ausência da procura por tratamento. Sendo assim, evitar a exposição pode vir tanto para o bem, como para o mal.

Já sobre a questão de espaço, levando em consideração o comportamento de várias pessoas residentes em países atingidos por estes surtos, foi observada a existência de uma teoria denominada “Fire-Object”, que resumidamente, seria a atuação de humanos e não-humanos no mesmo espaço em momentos distintos. As transformações nestes ambientes podem ocorrer de forma contínua, dando a possibilidade de os vírus estarem ou não no mesmo lugar que pessoas.

publicidade

Especificações do estudo

Para a efetivação do estudo, foram analisado casos de Ebola e Zika entre 2013 e 2017, com entrevistados na República da Guiné, Mali, Gana, Quênia, Estados Unidos, Argentina, México e Índia. Já no Brasil, a pesquisa passou pelos estados de São Paulo, Maranhão, Pernambuco e Paraíba, levando em conta a opinião e ações de profissionais da saúde, acadêmicos, cientistas e da população como um todo.  

Cabe destacar que o estudo internacional foi liderado pelo professor da Louisiana State University, Wesley Shrum, e teve a participação também das professoras Rhiannon Kroeger e Léa Velho.

Fonte: Unicamp