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Atualmente, para monitorar a pressão dentro do crânio existe um procedimento bastante invasivo, conhecido como craniotomia. Nele, é feito um furo na cabeça do paciente. Isso, porém, está prestes a mudar graças a uma tecnologia desenvolvida pelo físico brasileiro Sérgio Mascarenhas, pós-doutor pela Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.
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Mascarenhas e sua equipe desenvolveram um sensor que é preso ao redor da cabeça, como se fosse um cinto. Depois, via Bluetooth, os dados captados são enviados a um aplicativo, mostrando a curva da pressão intracraniana.
Com a análise, é possível detectar problemas neurológicos e definir um diagnóstico. Hidrocefalia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), hipertensão arterial e meningite são apenas alguns exemplos de doenças que podem ser diagnosticadas com o uso da tecnologia.
Esquema mostra o funcionamento do sensor. Foto: Reprodução
Comercializado pela startup brasileira brain4care, o item já está em uso no Hospital Sírio Libanês e Hospital Nove de Julho, em São Paulo, e no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Também está em processo de implementação no Hospital Copa D’Or e na Clínica São Vicente, ambos no Rio. Uma série de instituições fazem uso do equipamento em pesquisas em Portugal e Estados Unidos.
A empresa ainda pretende expandir sua tecnologia que, por não depender de uma infraestrutura maior, pode ser usada fora de hospitais. Segundo Plínio Targa, executivo-chefe da brain4care, o próximo passo é que o equipamento passe a ser utilizado em ambulância e até mesmo na casa das pessoas. Com um aplicativo, é possível utilizar o sensor em um atendimento de acidente de carro, por exemplo, ou por uma família que tenha um paciente com hidrocefalia.
Este último, inclusive, foi o motivo que levou Mascarenhas a idealizar o projeto. O físico foi diagnosticado com hidrocefalia em 2005. “A minha doença me induziu a propor uma solução não-invasiva que parecia impossível aos neurocirurgiões”, explicou. Com isso, se inspirou na engenharia civil, onde chips são utilizados para monitorar vigas de construção. “Isso mostra que, sem equipe acadêmica e empreendedores apaixonados, não há legados sociais”, finalizou.
Via: Uol